Alckmin afirma que a medida deve causar a redução no preço da gasolina com logo na aprovação e início da misturaMarcelo Camargo / Agência Brasil

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado, 20, que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovará na quarta-feira, 24, o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%. "Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina. Importante para o meio ambiente e economia. Vamos já perceber a redução no preço da gasolina com a aprovação e início da mistura", disse, durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT).

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro para 32% vem sendo defendida pelo governo como uma forma de ampliar o consumo de biocombustíveis e reduzir a necessidade de importação de gasolina.

Com a medida aprovada pelo CNPE, será o segundo aumento consecutivo do teor obrigatório de etanol anidro na gasolina. Em junho de 2025, o porcentual passou de 27% para 30%, após testes conduzidos pelo governo e pelo setor indicarem a viabilidade técnica da ampliação da mistura.

O governo argumenta que o aumento da participação do etanol na gasolina poderá ajudar a reduzir o preço final do combustível ao consumidor, além de diminuir a exposição do mercado doméstico às oscilações das cotações internacionais do petróleo e de seus derivados.
Operação Compliance Zero
Geraldo Alckmin afirmou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai conduzir da melhor forma possível a "crise" gerada em razão da associação do líder do governo no Congresso, senador Jaques Wagner (PT), ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela fraude no Banco Master.

"O presidente Lula vai conduzir bem a questão e quero destacar o exemplo do governo com o espírito republicano. A Polícia Federal tem total independência para cumprir o seu trabalho", afirmou Alckmin, durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT)

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro citam o líder do governo no Senado pedindo favores ao ex-banqueiro e como um intermediário para enviar recado ao presidente Lula.

Wagner foi alvo, na quinta-feira, 18, de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de receber propina do ex-sócio de Vorcaro no Banco Master, Augusto Lima, por meio da compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões e pagamentos a uma empresa de familiar no valor de R$ 3,5 milhões.

Os diálogos demonstram, de acordo com a PF, que Vorcaro também tinha relação com o senador, marcou encontros com Jaques Wagner e tinha acesso direto ao seu telefone celular. A PF também aponta que, além de Augusto Lima, o banqueiro Daniel Vorcaro também demonstrava ter influência com políticos da Bahia.

Desde a associação do caso, a avaliação é a de que o líder vá deixar a posição no Congresso na próxima semana, mas o senador tem dito que não tem nenhuma relação com Vorcaro e não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros.