Na terça-feira (30), a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL MulherCarolina Antunes/PR
Michelle elogia política do governo Lula em meio à crise com Flávio
Ex-primeira-dama afirmou que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos é 'um sonho realizado'
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) elogiou, nesta sexta-feira (3), a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), lançada pelo Ministério da Educação (MEC) durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabahando por um Brasil mais acessível e com oportunidade para todos", escreveu.
Dados do MEC apontam que apenas 12% das redes de ensino têm materiais pedagógicos adequados em Libras e que somente 2.501 professores têm formação continuada na língua.
O elogio repercutiu nas redes sociais, já que ocorreu em meio a uma série de repercussões, nas últimas semanas, envolvendo a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro.
Na última semana, Michelle compartilhou um vídeo em que afirmou ter sido humilhada e desrespeitada durante uma ligação telefônica com Flávio Bolsonaro. Após a publicação, apoiadores do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a atacar Michelle nas redes sociais.
Após a publicação de Michelle, Flávio vem fazendo acenos ao eleitorado feminino. Na segunda-feira (29), o senador fez uma transmissão ao vivo e destacou sua "preocupação com as mulheres". "As mulheres sustentam mais de 70% dos lares brasileiros e sofrem com a violência. Não adianta a gente negar isso, gente, porque essa pauta da mulher não é uma pauta de ideologia, é uma pauta de economia", declarou.
Na terça-feira (30), a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher. Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (2), realizada pelo Atlas/Bloomberg, revelou que 37,8% dos eleitores acreditam que o desentendimento entre Michelle e Flávio enfraquece muito a candidatura dele à Presidência.
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