Flávio Bolsonaro fez críticas a Lula nesta quinta-feiraAFP
"Uma das coisas que nos incentiva a colocar o nome à disposição do País como uma alternativa, resgatar a nossa nação, é porque a gente tem um governo que é completamente analógico, um governo que tem um presidente que não usa telefone celular. Isso é até estranho hoje em dia. Uma pessoa que não usa celular, que não está conectada com o mundo, alguém que não entende das inovações, não entende de como é uma ferramenta importante na vida de tanta gente", afirmou o parlamentar durante uma live em seu canal no YouTube para apresentar o "Plano Brasil por Elas", focado em políticas públicas para mulheres.
Flávio afirmou também que Lula "acha que inteligência artificial (IA) só serve para manipular vídeos e fotos".
O senador faz a transmissão ao lado da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, coordenadora das propostas econômicas da pré-campanha do senador e cotada para vice na chapa. Segundo ela, falas do petista contra o uso excessivo de celulares serviram de "inspiração" para o plano.
De acordo com Flávio, um dos objetivos do "Brasil por Elas" é garantir acesso à internet para, no mínimo, 70 milhões de mulheres. O pré-candidato disse, inclusive, já ter conversado com operadoras de telefonia móvel para fornecer até o aparelho celular.
"Defender mulher de covarde, vagabundo e agressor é pauta de direita. A direita não gosta de criminoso. Quem gosta de criminoso é a esquerda", declarou o parlamentar.
Ao comentar que um dos objetivos da Central da Mulher, a recolocação da vítima de violência doméstica no mercado de trabalho, Daniella também criticou o governo.
"Hoje, o governo é muito complexo. Ele é caro, inchado, um cabide de empregos, tem 18 lugares diferentes e nenhum resolve a vida da mulher. Então a ideia da Central da Mulher é a gente colocar tudo na palma da mão dela, seja na proteção da família dela, seja nas oportunidades para ela crescer e voar alto e construir autonomia", disse.
Flávio critica termo 'pessoas que gestam'
"Quando a gente fala de mulheres, de mães, nós somos a direita se referindo às mulheres. Quando a esquerda se refere à mulher, chama de pessoa que gesta", declarou o parlamentar.
O uso de "pessoas que gestam" foi amplamente criticado pela direita ainda este ano, após a suposta inclusão do termo na Caderneta da Gestante, editada pelo Ministério da Saúde. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) chegou a pedir a convocação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), para prestar esclarecimentos sobre o documento.
Atualmente, a versão da Caderneta da Gestante disponível no site do Ministério da Saúde não usa o termo "pessoas que gestam."
Daniella Marques, presente na live, complementou dizendo que esquerda tenta impor suas ideias inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), ao trocar o termo "mãe" por "pessoas que gestam."
"A pauta da direita é liberdade. E eu, como mãe, quero ter liberdade para educar o meu filho. E hoje eles querem impor a forma deles de pensar a todos nós inclusive na cartilha do SUS, dizendo que não somos mais mulheres, somos pessoas que gestam", criticou a economista.
Ao comentar medidas do governo de Jair Bolsonaro (PL) na área digital, como o lançamento do Pix, Daniella também afirmou que o objetivo do plano de Flávio é dar "continuidade ao legado" do ex-presidente.
Flávio Bolsonaro reafirmou que tem preferência por uma mulher como vice em sua chapa e mencionou a economista Daniella Marques como uma das que são sugeridas.
"Já falei várias vezes a minha preferência de que seja uma mulher. Estão falando muito o nome da Dani, então é importante vocês conhecerem", disse Flávio.