O senador Rogério Marinho é o coordenador da pré-campanha de Flávio BolsonaroSaulo Cruz / Agência Senado
"A princípio, não será anunciado o vice. Temos até o dia 5 de agosto. Estamos conversando com outros partidos", disse Marinho a jornalistas, após visita ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques.
De acordo com o senador, a escolha do vice dependerá de alianças construídas e as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm dificultado as negociações políticas. "Essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual vai ser a nossa política de aliança, e qual é a nossa composição partidária. A partir daí é que vamos olhar, dentro dos quadros que existem em cada partido, quais aqueles que se 'adequam' ao perfil que achamos desejável", disse.
Pelo calendário eleitoral, as convenções partidárias devem ser realizadas de 20 de julho a 5 de agosto. Nelas, as legendas, em tese, determinam seus candidatos, incluindo vices, e coligações partidárias. Na prática, porém, os partidos podem homologar apenas o candidato titular e delegar a decisão sobre vice e sobre coligações para a Executiva Nacional. A escolha deve ser oficializada até 15 de agosto, prazo para registro das candidaturas. Isso dá mais tempo para o PL negociar a vice, após a formação das coligações partidárias.