Wolney Queiroz diz que sua função no governo é fazer a 'defesa da proteção social'Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse discordar dos analistas que apontam a necessidade de uma nova reforma da Previdência no Brasil, apesar da pressão esperada no sistema com o envelhecimento da população. A última grande mudança nas regras de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos servidores públicos foi feita em 2019
"Eu considero que é muito injusto que se olhe sempre para uma nova reforma da Previdência, como se costuma fazer, aumentando idade ou aumentando alíquota. Eu acho isso muito cruel", disse o ministro, durante entrevista ao Jota, citando as diferenças regionais no País.
Na sequência, ele afirmou que há outros mecanismos que repercutem na Previdência sendo pouco olhados, como a desoneração da folha, com impacto de cerca de R$ 28 bilhões por ano.
Questionado sobre outras autoridades do governo que defendem uma nova reforma, o titular da Previdência afirmou que sua função no governo é fazer a defesa da proteção social. "Eu estou fazendo o meu papel de defender o aposentado mais vulnerável, aquele que mais precisa", disse. "Lógico que eu sei que, em determinados momentos, nós vamos precisar fazer um ajuste dos números da Previdência, eu falei disso quando falei da desoneração da folha "
"Nós estaremos desafiados - todos nós, a inteligência brasileira - a construir soluções para a Previdência que são reais, que nós precisamos ajustar e adequar, mas sempre com o olhar de não penalizar aqueles que já vivem muito sofridos, que são os trabalhadores brasileiros", completou.
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