Nunes Marques quer deixar os dados no site do TSE à disposição de qualquer pessoa interessadaReprodução: redes sociais
Nunes Marques quer mais transparência em pesquisas eleitorais
Ministro defende aperfeiçoar o formulário de registro das enquetes para que o público tenha acesso a informações mais detalhadas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, planeja exigir mais transparência dos institutos de pesquisas eleitorais neste ano. A ideia é aperfeiçoar o formulário de registro das enquetes para que o público tenha acesso a informações mais detalhadas - dentre elas, quem financiou a pesquisa, os locais onde ela foi aplicada e a faixa etária dos entrevistados.
Nunes Marques quer deixar os dados no site do TSE à disposição de qualquer pessoa interessada. Hoje, esses dados são públicos, mas só são revelados se houver solicitação específica ao tribunal.
Também deve ser exigido dos institutos a data em que eles realizaram a primeira pesquisa eleitoral. Isso porque, segundo fontes do tribunal, algumas empresas não têm experiência em pesquisas e atuam mediante contratações pontuais. Esses institutos funcionariam apenas durante as campanhas e fechariam as portas depois das eleições.
Antes disso, porém, o TSE deve julgar em plenário as regras para pesquisas eleitorais neste ano. O caso foi motivado pela decisão de Nunes Marques de suspender a divulgação de um levantamento que mostrou Flávio Bolsonaro em queda na corrida para o Palácio do Planalto. Segundo o ministro, o uso de recursos audiovisuais induziram a resposta dos eleitores.
No plenário, os ministros devem julgar se recursos audiovisuais são permitidos ou não nas pesquisas, e de que forma podem ser usados. A ideia é que vídeos e áudios sejam liberados, desde que mostrados aos entrevistados após a pesquisa espontânea.
Na próxima segunda-feira, 3, quando forem retomadas as atividades do TSE, Nunes Marques deve chamar os ministros para uma conversa sobre o tema. Em julho, institutos de pesquisa foram ouvidos pelo tribunal sobre a forma como atuam. O processo deve ser discutido em plenário a partir da segunda semana de agosto.