'Toda eleição aparece [algo sobre] meu filho', disse LulaReprodução / YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 14, em um podcast, que acredita na inocência de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e que "ninguém vai pedir" que os inquéritos contra ele sejam engavetados. Lulinha é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência.
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"Meu filho sabe que ele não pode fazer nada errado. Ele jura, por tudo que é sagrado, que ele não tem nada. Eu acredito nele, mas eu já disse aos advogados que ninguém vai pedir fechamento de inquérito contra o meu filho", disse Lula.

O presidente afirmou ainda que quer que o filho repita os seus passos quando ele foi condenado por corrupção na Lava Jato. E disse também que deu o mesmo conselho que dá a aliados investigados. "Se você é inocente, vá à luta. Se for culpado, contrate um advogado."

"Só quero que ele faça como eu fiz. Fiquei 580 dias na cadeia e saí com a cabeça mais erguida do que quando entrei. Só ele sabe a verdade, eu não sei a verdade. Ele jura que não fez. Se não fez, então brigue, não se acovarde", disse Lula.

Sofrimento
Ao defender a inocência do filho, o presidente afirmou que Lulinha viu o sofrimento dele e da mãe, Marisa Letícia (morta em 2017), com o decorrer e o desfecho da Operação Lava Jato. "Meu filho sabe o que eu passei na vida, ele viveu. Ele viu a mãe dele morrer por conta da Lava Jato. Não é fácil para uma mãe aguentar o que a Marisa aguentou", afirmou.

Segundo o presidente, seu filho deve ser condenado se ficar comprovada participação em crimes. Lula também sugeriu que os escândalos contra Lulinha são frequentes antes das eleições em que ele concorre. "Se meu filho tiver culpa, ele pagará. Agora, ele já foi acusado de muitas coisas. Toda eleição aparece meu filho", disse.

Ao ser questionado sobre a investigação do Banco Master, Lula evitou uma declaração envolvendo a coordenação do tema por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). E se limitou a dizer que tem conhecimento da crise entre a Corte e o Congresso e das denúncias que envolvem ministros.

"Sei da guerra que existe hoje entre o Congresso e a Suprema Corte, eu sei das ameaças de impeachment de ministros e sei das denúncias que envolvem ministros. Eu não quero compartilhar com o aguçamento da deterioração da imagem das instituições", disse