Apesar da ameaça, Renan Santos manteve a data original de seu lançamento como candidato à Presidência da RepúblicaAluizio Almeida / MBL
A declaração foi dada em coletiva de imprensa após participação na 27ª Conferência Anual Santander, na capital paulista. Renan foi questionado por jornalistas sobre a fala de Kassab a uma plateia de empresários na quinta-feira, 13, sobre o Centrão "estar" com Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não ter chances de se eleger presidente.
"Eu acho que o Kassab está com Lula", disse o candidato do Missão. "A maior parte dos candidatos dele PSD pelo Brasil estão anulando."
Renan também criticou o Centrão ao longo da conversa com jornalistas. Segundo ele, o grupo fisiológico é um grande "problema político", que faz acordos regionais baseados em conveniência financeira e eleitoral.
"O Centrão é a máquina impulsionadora da roubalheira brasileira", disse.
"Nós temos um ano para destruir esses caras. Esses caras estão transformando a vida dos brasileiros em um inferno. Nós precisamos, em um ano, destruir as facções. Deixar eles quebrados financeiramente, moralmente e devolver os territórios tomados por eles para a população brasileira", afirmou.
Renan Santos também disse ser "humilhante" a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como terroristas por parte dos Estados Unidos. O candidato disse que os EUA não podem "tutelar" o Brasil sobre como combater as facções por uma questão de soberania nacional. "Quem vai destruir o crime no Brasil tem que ser o Brasil", declarou.
Ao falar sobre corrupção nas polícias brasileiras, Renan defendeu uma intervenção federal no Rio de Janeiro em um "caso grave".
O candidato do Missão à Presidência participa de sabatina no SBT, onde está sendo questionado sobre seus projetos de governo. O veículo também convidou os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
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