Lula e Flávio Bolsonaro são os presidenciáveis mais rejeitados, com 49% e 48% Agência Brasil e Reprodução
A vantagem de Lula sobre o filho do ex-presidente caiu numericamente em relação à pesquisa anterior, de 17 de agosto, quando o petista aparecia com 47% contra 44% de Flávio. E a de Flávio subiu numericamente. As oscilações, contudo, de 1 ponto percentual (p.p.), continuam deixando os dois empatados dentro da margem de erro da mostra, que é de 2 p.p. para mais ou para menos.
Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%.
No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o cenário também é de empate técnico, com Lula pontuando 46% e o ex-governador de Goiás, 42%. Em relação à pesquisa anterior, Lula oscilou um ponto para cima, dentro da margem de erro, enquanto Caiado continuou igual. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, e eleitores que não sabem são 2%.
Em eventual disputa contra Romeu Zema (Novo) no 2º turno, Lula venceria o ex-governador mineiro por 47% contra 40%. Na pesquisa anterior, o presidente pontuou 46% contra os mesmos 41% de Zema. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.
Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 47% a 35% se a eleição fosse realizada hoje. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 14%. Eleitores que não sabem são 3%. Na simulação de 2º turno da pesquisa anterior, Lula liderava por 47% a 36%.
A intenção de voto no petista na disputa no primeiro turno se manteve a mesma da pesquisa divulgada em 17 de agosto. Já Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para cima em comparação com a mostra anterior.
Veja um cronograma das variações de vantagem do atual mandatário sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no último mês:
- 29 de junho: Lula tinha 8 pontos porcentuais de vantagem em relação a Flávio
- 13 de julho: vantagem do petista era de 6 p.p;
- 27 de julho: subiu para 9 pontos porcentuais;
- 3 de agosto: vantagem caiu para 4 pontos porcentuais;
- 10 de agosto: voltou a subir para 5 pontos porcentuais;
- 17 de agosto: se manteve em 5 pontos porcentuais;
- 24 de agosto: caiu para 4 pontos porcentuais.
Ronaldo Caiado aparece em terceiro lugar, com 5%, empatado tecnicamente com Renan Santos, que pontuou 3%, e com Romeu Zema, também com 3%. Outros somam 3%, e brancos, nulos ou nenhum candidato são 5%. Eleitores que não sabem são 3%.
A intenção de voto em Lula é maior entre o público feminino (48% declaram que votarão no petista), jovens de 16 a 24 anos (49%) e quem estudou até o ensino fundamental (49%).
Já Flávio pontua melhor entre homens (43%), pessoas de 25 a 40 anos e quem estuou até o ensino médio.
No caso de Renan Santos, a intenção de voto dispara no perfil de 16 a 24 anos (10% dos entrevistados declaram voto nele). Nessa faixa etária, 23% dizem votar em Flávio.
Ronaldo Caiado pontua melhor no perfil de 41 a 59 anos (7%) e eleitores do Norte e Centro-Oeste (14%).
Enquanto 80% dos eleitores afirmam que a decisão em relação ao voto no primeiro turno já está tomada e não vai mudar, 19% declaram não ter certeza. A taxa de certeza é maior entre quem vota em Lula (88%) e em Flávio (86%).
No primeiro turno, dos beneficiários Bolsa Família, 61% votam em Lula e 27% em Flávio, na mostra da semana passada, eram 66% em Lula e 20% em Flávio. Dentre os não beneficiários do Bolsa Família no primeiro turno, 39% votam em Lula e 38% em Flávio Bolsonaro, mesmo porcentual da pesquisa de 17/08.
Em comparação com a pesquisa anterior, de 17 de agosto, a rejeição de Flávio oscilou dois pontos para baixo, dentro da margem de erro, enquanto a rejeição a Lula oscilou um ponto para cima.
Entre os eleitores de Lula, 39% dizem que o petista é o único candidato em quem votariam, e 11% dizem que poderiam votar em outro.
No caso dos eleitores de Flávio, 27% declaram que não votariam em outro candidato. Outros 20% afirmam que poderiam votar em outro.
Flávio é mais rejeitado entre as mulheres (55%), por pessoas com 60 anos ou mais (49%), por quem não tem religião (70%) e por eleitores do Nordeste (58%). O nome de Lula tem maior rejeição entre homens (57%), eleitores de 25 a 40 anos (55%), evangélicos (60%) e sulistas (60%).
A rejeição a Ronaldo Caiado se manteve em 34%, e 36% dizem que não votariam em Romeu Zema de jeito nenhum (um crescimento de 3 p.p. em relação à pesquisa anterior).
No caso de Renan Santos, a rejeição subiu de 32% na pesquisa de 17 de agosto para 35% no levantamento divulgado nesta segunda-feira.
Santos segue o mais desconhecido, com 43% dos eleitores que dizem não conhecê-lo. Zema é desconhecido por 31% dos eleitores e Caiado, por 30%.
Preferência política
Outros 36% afirmam que gostariam de ver eleito Flávio, um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ou um membro de sua família. Em 17 de agosto, eram 33%.
De acordo com o levantamento divulgado nesta segunda, 20% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo. Na pesquisa anterior, eram 24%. Brancos, nulos e indecisos somam 2%. Não sabem ou não responderam são 2%
De acordo com o cruzamento de dados apresentado pelo levantamento, entre os eleitores que preferem uma terceira via, 19% votariam em Lula; 15%, em Flávio; 51% nos demais candidatos e 11% votariam em branco ou anulariam.
Aqueles que consideram o governo de Lula regular são 22%. Na pesquisa de 17 de agosto, eram 23%. Não sabem ou não responderam somam 1%.
A avaliação do governo Lula é melhor entre o público feminino, pessoas de 60 anos ou mais e por quem estudou até o ensino fundamental. Quem ganha até um salário mínimo, desocupados e eleitores do Nordeste também avaliam melhor o governo.
A avaliação é pior entre o público masculino, eleitores de 25 a 40 anos, por quem tem ensino superior, ganha mais de 5 salários mínimos e mora no Sul.
O instituto também perguntou sobre a aprovação do desempenho pessoal de Lula. Segundo a pesquisa, 49% desaprovam o petista, enquanto 48% aprovam. Os que disseram não saber ou que não responderam somam 4%.
A desaprovação oscilou um ponto para cima em relação à pesquisa anterior, quando somou 48%, mas dentro da margem de erro. O patamar de aprovação também subiu um ponto.
A Nexus ouviu 2.003 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 21 a 23 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09028/2026.
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