Flávio Bolsonaro evitou esclarecer posicionamento na votação da proposta do fim da escala 6x1Reprodução / Record
"Absolutamente nada de errado", disse sobre o caso. "É muito diferente do que fez o atual governo. Aí, sim, o Lula deve explicações, porque a gente não sabe até hoje se ele é o patrocinador, se ele é o conselheiro, se ele é um sócio do Banco Master. O próprio Lula, o próprio presidente da República, fez uma reunião prometendo para os representantes do Banco Master que podiam esperar um pouquinho, porque o presidente do Banco Central ia ser trocado, então o governo teria uma forma de ajudá-lo [Vorcaro] a resolver os seus problemas no Banco Master", disse.
Ele afirmou que, "de forma definitiva, não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento, um patrocínio para uma empresa privada sem nada de dinheiro público, não fui buscar Lei Rouanet".
Na sabatina promovida pela TV Globo com Flávio, que foi ao ar na última sexta-feira, 28, o senador também foi questionado sobre o tema. Para os jornalistas César Tralli e Renata Vasconcelos, o candidato do PL disse que o assunto é um "livro fechado".
"É um livro que está fechado, ressignificado e na prateleira para quem quiser abrir e ter acesso na hora que quiserem", declarou, durante sabatina promovida pela TV Globo.
"Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém. (...) Se eu indico o nome agora, já começa a tomar uma saraivada de matérias do jornal sem parar. Mas o perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam, de verdade, patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta, e resgatar a credibilidade do Supremo", afirmou.
"Como ministro, eu não sei. Nunca conversei com ele, se ele teria interesse. Como conselheiro, pelo menos. Até hoje eu ouço o presidente Bolsonaro. Cada passo que eu dou na minha vida, eu penso nele todos os segundos nessa campanha. Como eu gostaria que ele tivesse nas ruas junto comigo", disse Flávio, mencionando que dependeria da vontade de Jair Bolsonaro um eventual cenário em que seria ministro.
"Eu tenho o privilégio de ter dentro de casa um melhor quadro que o Brasil possa ter na política. Alguém que foi presidente da República, um cara competente, um patriota honesto. Ele vai ser sempre o meu conselheiro", declarou Flávio.
Flávio não abre voto sobre 6x1
"Eu defendo a liberdade do trabalhador. O trabalhador vai trabalhar quantas horas ele quiser. Ele vai ter a flexibilidade, a liberdade de decidir e vai ser remunerado pela quantidade de horas que ele quer trabalhar", afirmou à emissora.
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que em seu eventual governo, "o Brasil fará parte de uma coisa chamada que é o Escudo das Américas, onde países da América Latina, da América Central e também da América do Norte se unem para combater o narcotráfico". O senador também voltou a dizer que, caso seja eleito, vai declarar o Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações criminosas.
Ao ser questionado sobre uma afirmação em 2025, em que sugeriu que os Estados Unidos atacassem embarcações na Baía de Guanabara, dentro do território brasileiro, ele negou que seria um convite para uma ação militar estrangeira em solo nacional. "Quem tem que resolver nossos problemas somos nós", disse.
Flávio também defendeu a inclusão de empreendedorismo e educação financeira na educação básica. "Temos que melhorar a qualidade do investimento da educação. Hoje, infelizmente, eu também tenho filhas pequenas. Eu não quero que as minhas filhas de 14 e 12 anos de idade vão para o colégio e sejam ensinadas para uma ideologia de esquerda, ou para baixarias, como a gente vê comumente acontecer em algumas escolas públicas do Brasil", disse.
Flávio afirmou que, caso seja eleito, também buscará novas receitas, sem aumento de imposto, além de redução das despesas, para assim reduzir a taxa de juros.
Data centers e saúde
Ao ser questionado sobre problemas ambientais que data centers podem provocar, como risco de esgotamento da água, Flávio afirmou que a solução técnica para o resfriamento dos data centers é a própria água. "Eu tenho certeza que se for um projeto bem feito, a própria água pode ser reutilizada, ela resfria o data center, daqui a pouco ela pode ser reutilizada para continuar resfriando o data center", disse.
Flávio também defendeu um "padrão Einstein" de atendimento na saúde pública. Ele afirmou, novamente, que convidou o médico Claudio Lottenberg para ser ministro da Saúde em um eventual governo. "Eu quero implementar no SUS o padrão Einstein de atendimento", disse.
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