Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio aparece com 37%Montagem / Redes sociais / Reprodução
Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum dos dois somam 7%, enquanto 1% não soube ou não respondeu. Na rodada anterior, de 14 de setembro, Lula tinha 47%, e Flávio, 46%, também em empate técnico.
Lula também aparece tecnicamente empatado com o escritor Augusto Cury (Avante). O presidente registra 44%, e Cury, 43%. Outros 11% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 2% não souberam responder.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 45%, e Cury, 42%. Em uma semana, portanto, a vantagem numérica do petista sobre o escritor passou de três para um ponto porcentual.
A Nexus entrevistou 2.006 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00485/2026.
O escritor Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 6%, mesmo porcentual da pesquisa anterior. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também permaneceu estável, com 5%.
O ativista Renan Santos (Missão) passou de 2% para 3%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) manteve 1%. Os demais candidatos somam 1%. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum candidato representam 4%, e 2% não souberam ou não responderam.
Os eleitores de Flávio apresentam a maior taxa de certeza, de 92%, seguidos pelos de Lula, com 90%. Entre os apoiadores de Renan, 67% consideram a decisão definitiva. A taxa é de 55% entre os eleitores de Samara Martins, de 52% entre os de Caiado e Zema e de 48% no eleitorado de Cury.
Outros 9% são classificados simultaneamente como anti-Lula e anti-Bolsonaro, ante 7% na pesquisa passada. Os que consideram Jair Bolsonaro uma alternativa passaram de 7% para 6%, enquanto a parcela que vê Lula como alternativa caiu de 6% para 4%. Outros 7% não souberam ou não responderam.
A classificação foi elaborada pela Nexus a partir do cruzamento das respostas dos entrevistados às afirmações "sou anti-Lula" e "sou anti-Bolsonaro e sua família". Os participantes informaram, em uma escala de zero a dez, o grau de concordância com cada frase.
Os bolsonaristas convictos são aqueles que se identificam com o antilulismo e rejeitam o antibolsonarismo. Já os lulistas convictos se identificam com o antibolsonarismo e rejeitam o antilulismo. Na escala utilizada pela pesquisa, a média de concordância com a afirmação "sou anti-Lula" ficou em 5,6, enquanto a média para "sou anti-Bolsonaro e sua família" foi de 4,8.
A diferença é maior entre os evangélicos, grupo em que os bolsonaristas convictos representam 41%, e os lulistas, 15%. Entre os eleitores sem religião, 38% são classificados como lulistas convictos, e 16%, como bolsonaristas. Entre os católicos, os porcentuais são de 32% e 26%, respectivamente.
Os bolsonaristas convictos também são maioria no Sul, onde representam 35%, ante 21% de lulistas. No Sudeste, os grupos somam 34% e 26%, respectivamente. No Nordeste, 29% são bolsonaristas convictos, e 25%, lulistas.
Nas capitais, os lulistas convictos representam 28%, e os bolsonaristas, 27%. Nas regiões metropolitanas, os porcentuais são de 33% e 30%, respectivamente. No interior, os bolsonaristas convictos alcançam 35%, ante 21% de lulistas.
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