Para Gilmar Mendes, é preciso "pôr fim, de uma vez por todas", à expedição antecipada de precatóriosVictor Piemonte/STF
"Créditos judiciais contra a União eram adquiridos com grande desconto, contabilizados por valores muito superiores e usados como lastro para captar recursos no mercado", escreveu Gilmar Mendes no ofício às Cortes.
O decano do Supremo sugeriu no documento, enviado na terça-feira, que a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) realizasse uma correição extraordinária em todos os tribunais regionais federais, sobretudo no Tribunal Regional Federal da 1 ª Região (TRF-1), e em casos relacionados ao setor sucroalcooleiro e aos da revisão da tabela do SUS, para rastrear irregularidades em precatórios. Os dois pedidos foram aceitos pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Decisões
Gilmar ainda cobrou o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que apurem como os créditos de precatórios "foram parar em fundos de investimento e nos balanços de bancos".
Por fim, o ministro afirmou que o envolvimento de magistrados e advogados nas irregularidades também exige a abertura de investigações. "Impõe-se uma resposta coordenada das instituições, à altura da gravidade dos fatos revelados", disse Gilmar no documento.
TCU
Furtado apontou para eventuais riscos na formação e quantificação de créditos contra a União, na expedição de requisitórios, na negociação de direitos creditórios e, além disso, na proteção do patrimônio público durante a execução de obrigações judiciais.
Além disso, ele também defendeu a recomendação ou determinação, conforme o resultado da fiscalização, do aperfeiçoamento dos controles, da integração de dados, da rastreabilidade e da transparência dos procedimentos federais de gestão e pagamento de precatórios.
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