A falta de chuvas em agosto contribuiu para o aumento da poluição no ar e dos incêndios na regiãoMayangdi Inzaulgarat/Ibama
O alerta indicava concentração média de 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (MP2,5), poluente prejudicial à saúde. Na sexta-feira, a prefeitura de Manaus suspendeu as atividades escolares da rede municipal devido à piora da qualidade do ar.
A medida afetou ainda os centros de atendimento especializados, os Centros Municipais de Arte-Educação (Cmaes) e o Parque Cidade da Criança. "De caráter preventivo, a medida visa preservar a saúde, a segurança e o bem-estar dos estudantes, profissionais da educação e de toda a comunidade escolar", sinalizou a prefeitura.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também decidiram suspender as atividades presenciais. "A medida considera a necessidade de preservar a saúde e o bem-estar da comunidade universitária diante das condições atuais", informaram, em nota.
Na tarde deste sábado, 10, a plataforma internacional IQAir registrava concentração média de 80,3 µg/m³ de MP2,5 em Manaus. Concentrações acima de 125 µg/m³ já são consideradas "péssimas" pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA. Hoje, o monitor classificava a qualidade do ar como "muito ruim" na zona central de Manaus. Outras cidades do Estado, como Anori, Anamã, Tapauá e Beruri registravam as piores médias de qualidade do ar no Brasil.
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A falta de chuvas em agosto agravou a estiagem em Manaus, contribuindo para o aumento da poluição do ar e dificultando o combate aos incêndios. De acordo com o Inpe, queimadas utilizadas para limpar e renovar pastagens, combinadas à vegetação ressecada, também favorecem a propagação do fogo para áreas de floresta.
Em junho, o governo do Amazonas havia decretado, em caráter preventivo, estado de emergência climática e ambiental por 180 dias, com base nas projeções relacionadas ao fenômeno El Niño. Em setembro, a gestão estadual proibiu o uso do fogo em todo o território amazonense por 120 dias.
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Lula afirmou que ligou para o governador do Estado, Roberto Cidade (União), e o informou sobre o envio, que será coordenado pelos Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
"Vamos fazer tudo que for necessário para que a gente possa debelar os incêndios de Manaus e fazer o povo viver respirando um ar puro", disse o presidente.




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