Ana Clara Soares de Oliveira tinha 22 anos e já tinha relatado agressividade do ex-namoradoReprodução / Tv Globo
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que investiga o crime. O principal suspeito, Mateus Isaac, fugiu após o episódio e é considerado foragido.
Segundo informações do boletim de ocorrência, obtido pelo Estadão, Mateus e Ana Clara Soares de Oliveira formavam um casal, mas estavam separados. Eles estavam na residência de um amigo do suspeito quando ficaram sozinhos, depois que o proprietário precisou sair por alguns minutos.
As investigações apontam que os dois teriam começado uma discussão e que Mateus, que estava armado, teria atirado na cabeça de Ana Clara. Quando o amigo retornou para casa, o suspeito confessou o crime e pediu ajuda para fugir.
O amigo disse que não iria ajudá-lo e resolveu contar o que tinha acontecido à mãe, que mora perto do local do crime. Nesse intervalo, Mateus teria aproveitado para fugir com a moto do colega.
A Polícia Militar foi acionada e conversou com a mãe do suspeito. Ela informou que o filho ligou, confessou ter matado a namorada e disse que precisava de ajuda porque pretendia fugir. Ela o aconselhou a se entregar às autoridades, mas, até a última atualização deste texto, Mateus seguia foragido.
Suspeito anunciou morte, diz testemunha
Ana soube das ameaças, mas não acreditava que o rapaz concretizaria o plano. Ela se encontrou com o suspeito no dia 10, e o casal foi para a casa do amigo de Mateus, onde o crime acabou sendo consumado.
Histórico de violência
A mãe de Mateus afirmou que chegou a orientar Ana a romper a relação em razão da agressividade e do sentimento de posse que o filho apresentava. Apesar de a vítima se afastar, o rapaz não aceitava os términos, conforme as testemunhas.
Uma pessoa próxima à Ana relatou que o suspeito já havia aplicado um golpe de enforcamento na jovem havia cerca de um mês A versão foi confirmada pela própria mãe de Mateus, que descreveu a agressão como um golpe de mata-leão. Na época, a vítima não quis prestar queixa.
O casal costumava se separar e se reconciliar, segundo as testemunhas. Em uma das ocasiões, chegou a reatar a relação depois do período em que Mateus ficou preso - o motivo não foi informado
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