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Segundo testemunhas, o objeto estava nas mãos da estudante pouco antes de o colega reagir com socos e chutes. Ainda de acordo com relatos, o menino teria tentado evitar uma possível tentativa de esfaqueamento. Na primeira gravação, amplamente compartilhada nas redes, a jovem aparece com o rosto ensanguentado, sendo socorrida por funcionários da escola.
A Polícia Civil de Cabo Frio, por meio da 126ª Delegacia de Polícia (126ª DP), já havia informado a apreensão do adolescente infrator, durante ação realizada em cumprimento ao convênio RAS, uma parceria com a Prefeitura. Ele foi conduzido à delegacia e será apresentado ao Ministério Público. A vítima passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que confirmou as lesões corporais.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o objeto registrado no vídeo era de fato um canivete, nem se ele foi localizado e apreendido pelos agentes. Também não há informações sobre eventuais medidas contra a adolescente envolvida, caso fique comprovado que ela portava uma arma branca dentro da unidade escolar.
O novo registro visual reacendeu debates nas redes sociais e provocou uma virada na percepção pública do caso. Inicialmente, a indignação era direcionada exclusivamente contra o agressor. Com a nova gravação, surgem versões que indicam possível legítima defesa.
Uma mãe de alunos da escola, que preferiu não se identificar, afirmou que os filhos presenciaram toda a situação e relataram que o adolescente tentou se afastar diversas vezes antes de reagir.
“Ele pediu para ela parar, tentou sair, deu uma banda para se soltar, mas ela se agarrou na perna dele e ainda tentou morder. Ele só reagiu depois de tentar de todas as formas evitar. Não estou defendendo a violência, mas os dois precisam ser responsabilizados”, disse.
A Secretaria de Educação de Cabo Frio afirmou, em nota, que repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e que está prestando apoio médico e psicológico aos envolvidos. A pasta também destacou que articula ações com outras instituições públicas para prevenir casos semelhantes.

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