Pedro Gadelha perde o mandato após decisão do TRE-RJ que confirmou compra de votos nas eleições de 2024Foto: Reprodução

Casimiro de Abreu - O vereador reeleito de Casimiro de Abreu, Pedro Gadelha (União Brasil), perdeu o mandato após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmar, por maioria, sua condenação por compra de votos nas eleições municipais de 2024. Além da cassação, o político terá de pagar 5 mil UFIRs.
A decisão foi tomada com base em provas coletadas durante a fiscalização do pleito em 6 de outubro de 2024, quando o assessor de Gadelha, Glauco Pereira da Penha, foi preso com R$ 2.400 em espécie, uma lista com dados de 14 eleitores e centenas de santinhos do candidato. O Ministério Público Eleitoral apontou que o dinheiro seria usado para influenciar votos a favor do vereador.
O voto decisivo foi do desembargador Rafael Estrela, que confirmou a prática de captação ilícita de sufrágio, crime previsto no artigo 41-A da Lei nº 9.504/97. A relatora do caso, desembargadora Kátia Valverde, havia defendido a reversão da decisão, mas foi vencida pela maioria formada pelos desembargadores Bruno Bodart, Ricardo Perlingeiro, Peterson Simão e Cláudio de Mello Tavares.
O tribunal determinou ainda que a questão da inelegibilidade será analisada em processo separado, caso Gadelha tente disputar novas eleições. Mesmo com a cassação, ele ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A equipe de reportagem do Jornal O DIA tentou contato com Pedro Gadelha para ouvir sua versão sobre a decisão do TRE, mas até a publicação deste material nenhum retorno foi obtido. A matéria segue em atualização.