Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI

A Alma não nasce criança; a infância é uma experiência da Alma, mas ela já tem sua história, não é uma tábula rasa; nasce no corpo de uma criança para novas experiências e ajustes.
Ela volta a pertencer a uma família, com suas crenças, educação, ambiente. Vai exercer uma profissão, trará seus talentos, tendências, aptidões... E sonhos! “Os chineses dizem que a doença ocorre quando se nega o próprio sonho.”
O mês, dia, local e horário de nascimento, o nome, os números, tudo terá seu peso no cômputo geral de sua existência. E para um vidente bem treinado, o corpo é um livro aberto, com seus sinais e mensagens aparentes. Todo um vocabulário oculto está inscrito no corpo, características inatas e sementes do vir-a-ser.
A Alma precisa de um corpo, “o mais alto vê pelos olhos do mais baixo”. A luz precisa de uma forma para se irradiar. Luzes e sombras compõem o espectro do nosso ser.
O sol brilha sobre todas as coisas. Citando H.P. Blavatsky, “O Sol não escolhe essa ou aquela planta para sobre ela brilhar. Se a planta for arrancada e levada para um local onde os raios de Sol não a alcançam, estes não a seguirão. O mesmo acontece com o Espírito. A menos que o Self gravite na direção do seu Sol (espiritual), o eu inferior predominará, levando a pessoa a viver de forma egoísta”, impedindo-a de aproveitar satisfatoriamente a encarnação.
Um conhecimento da verdadeira Astrologia pode ajudar o indivíduo a lembrar-se do motivo de sua existência. “Lembrar-se”: esse é o grande desafio da Alma ao entrar no corpo. “Quem realmente sou? O que vim fazer aqui desta vez? O que preciso viver, evitar, reaprender?” O mapa sinaliza, não profetiza, sugere pistas e cabe ao discernimento gerar a vontade que nos leve a trilhar os caminhos pelos quais devemos seguir.
Que em nossa caminhada não percamos de vista nossa Estrela-Guia.
Sigamos. Podemos. Vamos!