Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
Hoje eu precisava perguntar a um velho amigo o nome do sargento que foi nosso instrutor no TG (Tiro de Guerra) 04-149 de Ponte Nova-MG, onde prestei meu serviço militar em 1970. Porém, logo me dei conta de que aquele amigo já tinha partido. Senti um vazio impreenchível, como se algo tivesse sido retirado de dentro de mim.
É dito que ninguém é insubstituível e que o desapego é uma das maiores artes que o ser humano pode praticar, mas o fato é que algumas pessoas merecem destaque no rol de nossas amizades.
Se eu fosse músico, sentaria ao piano ou pegaria um violão para tentar escrever uma canção em homenagem aos amigos insubstituíveis. Amigos são como acordes musicais que compõem uma melodia. Quando um deles se vai, fica um hiato, como o silêncio entre os sons dos instrumentos. O silêncio nos conforta, pois sentimos que ele continua fazendo parte da composição de nossa existência.
Se eu fosse músico, sentaria ao piano ou pegaria um violão para tentar escrever uma canção em homenagem aos amigos insubstituíveis. Amigos são como acordes musicais que compõem uma melodia. Quando um deles se vai, fica um hiato, como o silêncio entre os sons dos instrumentos. O silêncio nos conforta, pois sentimos que ele continua fazendo parte da composição de nossa existência.
Dona Laene, Luiz Raimundo e Antônio Inácio conquistaram o selo de imprescindíveis para a formação emocional e cultural de várias gerações pontenovenses. Tunai também está nesse time. Vander Lee era de Belo Horizonte, mas é como se fosse da mesma família.
Nessas horas em que sentimos falta de alguém, é bom pensar naqueles queridos que ainda estão aí, à espera de um telefonema, de um afago, de um alô. Pode ser um amigo, um filho, um professor, um colega... “Faça uma lista de grandes amigos...”
Veja que estrofe poderosa, composta por um ilustre professor da ‘minha’ cidade:
“Na ciranda das horas centenárias/brincaram de roda a roda dos teus engenhos/e te fizeram grande e te fizeram bela/a arte e o engenho de teus filhos.”
“Na ciranda das horas centenárias/brincaram de roda a roda dos teus engenhos/e te fizeram grande e te fizeram bela/a arte e o engenho de teus filhos.”
“Amigo é coisa para se guardar...”, amigo é coisa para se celebrar. Um brinde aos amigos! Podemos. Celebremos! Vamos!

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