Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
Onde você estava antes de nascer? Vamos nos imaginar prestes a entrar em um novo ventre? A antiga personalidade se desvaneceu, mas o Espírito permanece.
É ensinado em diversas tradições espiritualistas que quando desencarnamos levamos conosco o fardo de nossas vivências, coloridas das emoções e pensamentos que engendramos, e o resultado de tudo que causamos, de bem e de mal. Depois que o Espírito se libera do físico e de outros corpos mais sutis, vai para o chamado “céu’ ou ‘devachan’, para um merecido repouso. Quando chega a hora de o Ego reencarnante retornar, seu karma o acompanha no novo nascimento.
Relatos de Experiências de Quase Morte – que cada vez aumentam mais ao redor do mundo – mostram unanimemente que no período em que a pessoa sai do corpo e é dada como praticamente morta, ela vê toda sua vida passada em revista. Tem plena consciência de tudo que fez e causou, assim como do que fizeram com ela. E os motivos. Experimenta na própria “pele” as dores e alegrias do que praticou e vivenciou. Veja como é importante sabermos disso. Podemos assim ir nos conscientizando dessa etapa futura, cientes de que o Amor envolve tudo; no fim das contas, o Amor é tudo que há.
O poeta norte-americano Walt Whitman escreveu este poema alentador:
“Morrer é algo diferente do que qualquer um pode supor, é uma sorte maior./ Alguém se julgou afortunado por ter nascido?/ Apresso-me a informá-lo/a que morrer é ter a mesma sorte, e disso tenho ciência./ Passo pela morte com aquele que morre e pelo nascimento com o nascituro, e não estou contido entre meu chapéu e minhas botas.”//
“Morrer é algo diferente do que qualquer um pode supor, é uma sorte maior./ Alguém se julgou afortunado por ter nascido?/ Apresso-me a informá-lo/a que morrer é ter a mesma sorte, e disso tenho ciência./ Passo pela morte com aquele que morre e pelo nascimento com o nascituro, e não estou contido entre meu chapéu e minhas botas.”//
Em uma sociedade ensinada a temer a morte, é motivo de contentamento receber tantos sinais de que a vida continua, só que em outro plano. (ver A chave para a Teosofia, de H.P. Blavatsky).
Certos disso podemos ir nos preparando, melhorando a cada dia o ser que somos. Podemos. Vamos!

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