Fernando MansurO DIA

Tudo é vivo à minha volta. Vou dormir e acordo com a esposa ao lado, a magia da parceria. Levanto e vou ao banho. A água corre, viva, vívida, revigorante. Escovo os dentes e outros elementos estão presentes, igualmente vivos, transformados, transmutados.
O café me espera, alegre, estimulante. O pão e o queijo me fazem lembrar sua origem e penso nos verdes campos desse nosso enorme país, vivo e pulsante.
Os animais, vegetais e minerais se doam em sacrifício aos humanos, cedem sua vida para nos manter vivos. Assim como os Grandes Seres, mais desenvolvidos que nós, que em vez de partirem para o Nirvana repousar, continuam aqui, velando por esta humanidade órfã, “teimosamente resistente à verdade”.
Caminho por sob as árvores. O sol exala prana, o elixir da vida, a essência vital.
O mar, em ondas que vêm e vão, relembra o Sopro Divino, o Eterno Movimento daquilo que sempre foi, é e será, a Causa sem Causa, o Absoluto, que irradia a Causa Primeira, o Um... quando a Luz se fez.
Tudo é vivo à nossa volta. Tudo pulsa, vibra, sinaliza. Nosso corpo é preenchido de seres vivos, células, átomos, sangue, correntes de energia que fluem em profusão. E mesmo quando a vitalidade o deixar, mais ainda a vida estará presente naquele cadáver, que se tornará alimento de mil micróbios. Microbiologia. “Nada se perde, nada se cria.”
Os elementos da natureza: ar, água, terra e fogo são nossos irmãos, portais para o invisível; por trás deles, os deuses. Sem eles, o que seríamos?
E nós, que tanto recebemos, o que devolvemos à Mãe Natureza e seus filhos?
Disse H.P. Blavatsky a seus alunos (em “Comentários sobre A Doutrina Secreta”):
- Vocês não têm o direito de ficar sentados sem fazer nada. Vocês são instados a serem colaboradores da Natureza. Caso contrário, como é dito no Apocalipse (3:16), ‘a Natureza os vomitará’! Decidamos. Podemos. Vamos!