Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
De vez em quando me pego pensando sobre as nossas teimosias. A principal delas: a resistência à verdade. Por que o costume de nos satisfazer com os enganos? Não foi à toa que os Mestres disseram que a humanidade é “teimosamente resistente à verdade”.
Já estamos aqui no planeta há milhares e milhares de anos – ou muito mais -, entretanto continuamos brigando por ninharias. E definitivamente estamos longe de um entendimento sobre questões básicas e fundamentais. Ainda não chegamos a um acordo quando se trata de responder: por quem estamos aqui? Quem somos de fato? De onde viemos? Para onde estamos indo? O que acontece antes de um nascimento? O que acontece após a morte? Por que algumas tradições falam de reencarnação explicitamente e outras só veladamente, nas entrelinhas?
Instituições, que deveriam fornecer respostas, algumas já foram tão deturpadas que é difícil separar o joio do trigo. Quem tem a verdade? Uma corrente religiosa às vezes está subdividida em centenas de seitas, cada uma dizendo-se a mais fidedigna. Aqueles que fazem perguntas são poucos, os que questionam são raros, os que param para refletir e ponderar são em menor número ainda. E os espertalhões se aproveitam da boa fé do rebanho. Temos medo de sair do redil do comodismo das respostas prontas.
Aonde isso vai parar? Até quando ficaremos rodando em círculos na “roda de samsara”, como dizem os budistas? A quem devemos ouvir? A nós mesmos?
Os principais ensinamentos hoje – segundo explica a Teosofia – estão guardados a sete chaves, literalmente. A humanidade não está preparada para obter certos conhecimentos. Poderia usá-los de forma egoísta, o que pioraria as coisas. Veja que situação delicada: precisamos conhecer, mas para isso precisamos nos preparar. A sabedoria é fruto de muito esforço e merecimento. Que façamos por merecer. Podemos. Vamos!

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