Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI

A vida material e a vida espiritual estão interligadas. O plano físico é o nosso campo de batalha evolutivo. É uma escola permanente, sem férias — se pudermos fazer esta analogia. A escola tradicional tem seus diversos graus e é toda definida e ordenada por etapas e séries.
Na nossa vida é a mesma coisa, só que tudo acontece de uma forma mais livre, sem etapas rigidamente delimitadas, embora intrinsicamente estejamos sempre passando por transformações, por ciclos periódicos, quer sejamos conscientes deles ou não.Toda sociedade possui normas de conduta, estabelecidas por parâmetros jurídicos ou religiosos. Pode haver deturpações, mas em essência o bom senso sabe discernir o certo do errado.
Quando jovens, além de uma arejada orientação espiritual, deveríamos receber aulas de educação financeira, de como aprender a lidar com o dinheiro ganho com o esforço de nossa atividade profissional, aplicando-o e gastando-o corretamente, plantando para podermos colher na velhice, se chegarmos lá.No entanto, geralmente gastamos nossos dias desperdiçando recursos materiais e espirituais, ou somos negligentes, ou damos muito mais ênfase a um do que a outro.
Quando essa existência terminar, vamos levar para a próxima um saquinho de experiências, que produzirão naturalmente seus frutos, e vamos colher então o resultado de nossas ações previdentes ou equivocadas.
Enquanto temos tempo, façamos um exame de consciência e, se for preciso, busquemos orientação de pessoas idôneas e competentes, que nos ajudem a pensar ou repensar nossas ações, para que um dia elas possam render os merecidos dividendos materiais ou espirituais.
Tenhamos confiança e que possamos escolher o mais adequado para esta nossa caminhada. Fazer nossa parte é o que se espera de nós. Façamos. Podemos. Vamos!