Colunista fernando mansurdivulgação
Vou tentar refletir sobre esse sentimento que assola a humanidade.
Somos constituídos de sete corpos ou princípios. Três são sutis, espirituais e permanentes; quatro são mais densos, perenes e renováveis a cada renascimento.
A Teosofia, através de vários livros, explica amplamente essa nossa constituição interna além do corpo físico, que não é fácil para a mente religiosa e mais materialista ocidental compreender de pronto.
Segundo ensinamentos teosóficos, a raça humana, em sua evolução, passa por ciclos. No ciclo atual estão sendo desenvolvidos dois dos princípios mais densos: Kama e Manas, duas palavras sânscritas que significam desejo (Kama) e mente (Manas).
A combinação Kama-Manas descreve a mente que está sob o domínio do desejo.
Podemos ver hoje então um grande desenvolvimento intelectual, técnico-tecnológico-científico, com a tendência de nos centrar nos interesses individuais ou corporativistas, altamente competitivos, com a consequente manifestação do egoísmo.
Por outro lado, o princípio intuitivo (o aspecto superior da Mente) será a tônica do próximo ciclo. Mas como a natureza não dá saltos, ele já está presente em parcela significativa da humanidade.
Veja que belo exemplo de altruísmo nos dá a filosofia Ubuntu: um conceito africano de humanismo coletivo, que representa uma alternativa ao individualismo ocidental. A ideia central é que o indivíduo não existe isoladamente, mas sim como parte de um todo social. O bem-estar individual é alcançado através do bem-estar coletivo. A capacidade de se colocar no lugar do outro e de agir em prol da comunidade é fundamental.
As duas sementinhas estão dentro de nós, em permanente conflito: a do egoísmo e a do altruísmo. Cabe a nós escolher qual delas alimentar.

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