Colunista fernando mansurdivulgação
Você já experimentou ficar em silêncio por quinze minutos, sem nenhum aparelho eletrônico ligado por perto? Só você com você? Bem, este é um desafio aparentemente simples, mas que poucos conseguem vencer.
O título de nossa coluna hoje vem do livro do explorador e escritor norueguês Erling Kagge. A partir de sua experiência pessoal e das ideias de filósofos, escritores e artistas clássicos e contemporâneos, ele reflete sobre a importância de trancar o mundo do lado de fora, já que não podemos silenciá-lo.
Um trecho de sua narrativa que me tocou muito está na página 62. Erling escreve:
- Tenho mais de cinquenta anos e já estive em muitos aniversários de 60, 70 e 80 anos. Caso você seja mais jovem do que eu e não costume frequentar aniversários com algarismos tão elevados e redondos, posso assegurá-lo de que o ditado mais comum nesses casos, por toda a Noruega, diz o seguinte: “Todos esses dias que chegaram e passaram, eu não sabia que era isso a vida.”
- Tenho mais de cinquenta anos e já estive em muitos aniversários de 60, 70 e 80 anos. Caso você seja mais jovem do que eu e não costume frequentar aniversários com algarismos tão elevados e redondos, posso assegurá-lo de que o ditado mais comum nesses casos, por toda a Noruega, diz o seguinte: “Todos esses dias que chegaram e passaram, eu não sabia que era isso a vida.”
O escritor reconhece que tememos a morte em graus variados, mas que ele teve a oportunidade de perceber que o medo de não ter vivido parece ainda maior. E que esse medo parece ganhar força à medida que a vida se aproxima do fim, quando percebemos que começa a ficar tarde demais.
- Claro que não há nada de errado em se sentar ao redor de uma mesa de festa e pensar que você jogou muito tempo fora ao longo da vida. Pensar que você não foi muito presente. Que viveu principalmente através dos outros e que tem renunciado a explorar todo o seu potencial.
Você já teve uma sensação semelhante? Concorda ou não com essas reflexões?
“O Tempo é suficiente e a vida é longa o bastante se nos escutamos com frequência e olhamos além”.
“O Tempo é suficiente e a vida é longa o bastante se nos escutamos com frequência e olhamos além”.
Escutemos a voz interior. Ainda podemos. Vamos!

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