Colunista fernando mansurdivulgação
O ‘pequeno’ livro “O Círculo Hermético”, do diplomata chileno Miguel Serrano, narra de forma bem poética e sensível a amizade do autor com o escritor alemão Hermann Hesse e o psicanalista suíço C.G. Jung. No Brasil, os livros de Hesse, “Sidarta” e “O lobo da estepe” fizeram grande sucesso, e as obras de Jung são cada vez mais estudadas, mesmo por leigos.
O livro tem tantas passagens interessantes que é difícil selecionar algumas. Veja este parágrafo lindo sobre o amor aos livros. É Serrano quem escreve:
“Ainda hoje daria a volta ao mundo para encontrar um livro, quando creio que ele seja fundamental ou é o alimento que minha alma necessita. E venero seu autor com um amor superior. Por isso estranho a juventude tíbia de nossos dias que espera o prazer das obras, que não as busca em parte alguma, que não as venera. Poderia passar fome a fim de ter o necessário para a aquisição de um livro. Nunca os quis emprestados, porque os desejava meus, absolutamente meus, para uma convivência íntima com eles durante horas e dias seguidos. Como acontece com os homens, assim sucede também com os livros: possuem um destino próprio, são como que dirigidos às pessoas que os esperam, encontrando-as na hora exata.”
“Ainda hoje daria a volta ao mundo para encontrar um livro, quando creio que ele seja fundamental ou é o alimento que minha alma necessita. E venero seu autor com um amor superior. Por isso estranho a juventude tíbia de nossos dias que espera o prazer das obras, que não as busca em parte alguma, que não as venera. Poderia passar fome a fim de ter o necessário para a aquisição de um livro. Nunca os quis emprestados, porque os desejava meus, absolutamente meus, para uma convivência íntima com eles durante horas e dias seguidos. Como acontece com os homens, assim sucede também com os livros: possuem um destino próprio, são como que dirigidos às pessoas que os esperam, encontrando-as na hora exata.”
Ao ler um livro é preciso saber ler nas entrelinhas. Diz Hesse: “As palavras são uma máscara que raramente expressam de maneira correta o que está por trás. A inteligência não é o que importa, mas a imaginação.”
Jung comenta o motivo de alguns livros ou trabalho demorarem a ser reconhecidos: “O trabalho essencial é realizado no silêncio e só frutifica na mente de alguns poucos. Há um provérbio chinês que diz: ‘Se um homem sozinho e sentado no seu quarto formula pensamentos corretos, eles serão ouvidos a mil milhas de distância’...” Que estejamos entre aqueles que formulam ou captam estes pensamentos!

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