Arte coluna Alem da Vida 11 outubro 2025 Arte Paulo Márcio

Os espíritos nos desencarnes violentos são vistos como uma transição abrupta da vida corporal para a vida espiritual. Ocorrem de forma inesperada ou traumática, como em acidentes, assassinatos ou suicídios. Para nós, reencarnacionistas, seguem os pontos principais sobre o tema.
Na morte violenta, o espírito é "expulso" do corpo de forma súbita. Isso pode causar um estado de choque, surpresa e perturbação no espírito, que não esperava a desencarnação naquele momento. A perturbação é o período de tempo após a morte em que a alma se reconhece e se orienta sobre sua nova situação.
O perispírito (o invólucro semimaterial que liga o espírito ao corpo) pode ter uma ligação mais demorada com o corpo físico após a morte violenta, dependendo da vida que o indivíduo levou e do seu apego à matéria. Isso pode prolongar a sensação de perturbação e sofrimento. Em casos de morte violenta, a extinção total do fluido vital (o "combustível" da vida) também é abrupta, o que pode contribuir para o atordoamento inicial do espírito.
O que mais importa não é a forma da morte, mas sim o grau de elevação e a consciência do espírito. Os espíritos elevados, por exemplo, são moralmente elevados, isto é, que já se libertou do apego material e viveu no bem. Neste caso, se reconhece quase imediatamente e não sofre a perturbação intensa e prolongada.
Já os espíritos não elevados, o homem carnal, muito apegado aos prazeres materiais e com a consciência ainda impura, guarda a impressão da matéria por muito mais tempo, prolongando o sofrimento e a confusão. Esta é a razão porque a prática do bem e a pureza de consciência durante a vida, exercem uma influência muito grande, pois o espírito já compreende a situação que o aguarda.
Um ponto importante: o planejamento reencarnatório (provas e missões). Muitas vezes, uma morte violenta faz parte do planejamento reencarnatório do espírito, como uma expiação (reparação de faltas passadas), sendo necessária para seu progresso espiritual.
Em casos raros, almas nobres podem ter uma morte violenta como parte de uma missão, dando o exemplo de amor e tolerância, como forma de testemunho (Jesus e Gandhi são exemplos). Nesses casos, o espírito não sofre a perturbação, sendo imediatamente amparado.
O amparo espiritual no desencarne violento é fundamental. O espírito desencarnado nunca fica sozinho. Equipes de espíritos amigos e superiores estão prontas para auxiliar no socorro e esclarecimento dos recém-chegados, especialmente nos casos traumáticos.
Após o resgate, o espírito é levado a postos de socorro ou instituições no plano espiritual, onde é tratado e reequilibrado, podendo "adormecer" e ser despertado suavemente para tomar consciência de sua nova condição.
Em resumo, a morte violenta é um desafio mais difícil no momento da passagem, por ser repentina e traumática, mas o destino final e o bem-estar do espírito dependem de como ele viveu, e não da maneira como morreu. O socorro do Alto é sempre providenciado, de acordo com a necessidade e o merecimento de cada um.