Arte coluna Alem da vida 14 fevereiro 2026Arte Paulo Márcio

Para nós, reencarnacionistas, a doação de órgãos é vista como um ato de caridade e amor ao próximo. Listei as principais razões com explicações de como vemos o papel dos espíritos diante da doação de órgãos.
1. O corpo como veste temporária
O corpo físico é apenas um instrumento para a evolução do espírito. Após o desencarne, ele se torna "matéria inerte". Doar um órgão é dar uma utilidade nobre a algo que seria naturalmente destruído pela decomposição.
2. Como os espíritos evoluídos veem essa prática
Os espíritos evoluídos apoiam os transplantes. A ciência, ao permitir que a vida se prolongue por meio de órgãos doados, está cumprindo uma função legítima e natural. A doação de órgãos não é contrária às leis naturais; é um problema da ciência legítimo.
3. O perispírito (corpo espiritual)
Uma dúvida comum é se a retirada de um órgão físico "feriria" o perispírito do doador. A resposta é não. O perispírito se desliga do corpo gradualmente. O ato de amor e a intenção de ajudar outra pessoa criam uma espécie de blindagem espiritual. O benefício moral de salvar uma vida supera qualquer pequena repercussão sensorial que o espírito poderia sentir no momento do desligamento.
4. O momento da doação (morte encefálica)
Para nós, a vida e a morte não são interruptores que ligam e desligam instantaneamente. É um processo. No entanto, os mentores espirituais explicam que, quando há o desejo sincero de doar, equipes espirituais auxiliam o doador no processo de separação, garantindo que ele não sofra com o procedimento cirúrgico da retirada.
5. Benefícios para o doador e receptor
Para o doador, é um exercício de desapego e uma oportunidade de serviço que gera méritos espirituais. E para o receptor, é uma nova chance de aprendizado e expiação na Terra, permitindo que ele complete sua jornada com mais tempo e saúde.
O transplante de medula óssea, por exemplo, é uma visão de esperança e cura para diversas doenças graves. Diferente do que muitos pensam, para quem recebe, o procedimento não é uma cirurgia, mas algo muito parecido com uma transfusão de sangue. O objetivo é substituir uma medula óssea doente ou deficitária por células-tronco saudáveis. A medula é a "fábrica" do sangue, responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Esse transplante funciona nas doenças com tratamento, como leucemias, linfomas, anemias graves (falciforme ou aplástica), mieloma múltiplo e algumas doenças do sistema imune.

Para nós, o transplante de sangue (transfusão) e de medula óssea é visto como um ato de caridade profunda e um exemplo de fraternidade. A doutrina não impõe proibições; pelo contrário, incentiva essas práticas desde que respeitem a ética e o bem-estar dos envolvidos.
O corpo físico é o instrumento necessário para o progresso do espírito. Preservar a vida e a saúde — tanto a nossa quanto a do próximo — é um dever. Se a ciência oferece recursos para prolongar a existência e permitir que o espírito complete sua jornada na Terra, esses recursos são vistos como bençãos.