De Angra para o mundo: palmito de Mambucaba vai ganhar selo e promete conquistar paladaresDivulgação

Angra dos Reis tem mais um motivo para se orgulhar — e, desta vez, não é por causa do mar azul ou das ilhas badaladas. O palmito de pupunha produzido no Vale do Rio Mambucaba está prestes a conquistar o cobiçado selo de Indicação Geográfica (IG), certificação que garante procedência e transforma o produto em sinônimo de qualidade e exclusividade.
Quem acompanha de perto sabe que essa conquista não vem por acaso. A Associação dos Produtores Rurais de Mambucaba há anos faz um trabalho exemplar, unindo e capacitando agricultores locais, incentivando práticas sustentáveis e mantendo viva a tradição agrícola da região. É graças a essa organização que o palmito vem ganhando visibilidade e, agora, caminha para ser reconhecido oficialmente.
A jornada também conta com o apoio da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), que vem investindo em estudos, consultorias e suporte técnico para que os produtores estejam prontos para o registro no INPI. A ideia é garantir que o palmito de Mambucaba chegue ao mercado com o prestígio que merece.
Se repetir o sucesso da Cachaça de Paraty, outro ícone da Costa Verde que conquistou o selo e abriu portas em novos mercados, o palmito do Vale tem tudo para se tornar o próximo cartão de visitas de Angra.
Como destaca Caroline Alves, presidente da FAPERJ, “cada Indicação Geográfica abre portas, amplia mercados e reforça o orgulho de quem produz em um território com história e tradição”.
O registro oficial deve ser concluído em até dois anos. Mas, até lá, o palmito de pupunha de Mambucaba já desponta como um dos grandes símbolos do sabor fluminense — provando que Angra dos Reis não é só destino turístico, mas também terra de produto de primeira que o mundo todo vai querer conhecer.