Renato Araújo, presidente municipal do PL em Angra dos Reis, em registro ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O empresário angrense, que mantém proximidade com a família Bolsonaro, foi um dos primeiros a protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para visitar o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar Arquivo pessoal

O empresário Renato Araújo Corrêa, presidente municipal do PL em Angra dos Reis e coordenador da região da Costa Verde, foi um dos primeiros a protocolar, no Supremo Tribunal Federal (STF), ontem, 5 de agosto, um pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu amigo pessoal, que cumpre prisão domiciliar.

Renato Araújo está entre os primeiros nomes fora do círculo parlamentar formal a solicitar a autorização ao STF, entrando em um grupo restrito de figuras políticas que tomaram essa iniciativa logo nos primeiros dias após a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

A ligação entre Bolsonaro e Angra é antiga: o ex-presidente mantém casa de veraneio na Vila Histórica de Mambucaba, bairro litorâneo que preserva traços coloniais e tornou-se ponto de encontro de aliados e visitantes ilustres.
Em entrevista à coluna, ele detalhou os motivos do pedido e falou sobre política local e sua relação com a família Bolsonaro.


Coluna Andrei Lara: o que motivou o senhor a protocolar o pedido de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro no STF?

Renato Araújo: Tenho uma gratidão enorme por tudo que o ex-presidente Bolsonaro fez por mim nas eleições municipais de 2024. Nesse momento tão difícil de sua vida, de perseguição injusta e implacável, eu não poderia deixar de prestar minha solidariedade pessoalmente e tentar retribuir o carinho.


Coluna Andrei Lara: a solicitação foi apresentada como institucional e humanitária. Qual é o objetivo principal dessa visita?

Renato Araújo: prestar meu apoio como amigo. Tive o prazer de conviver com ele dentro da minha casa, na casa dele, em passeios e visitas. Presenciei o quanto o ex-presidente é simples, de caráter irrevogável, humilde, e como gosta de estar próximo da população, principalmente crianças e idosos. Tenho certeza que essa prisão domiciliar o deixou triste, porque ele ama receber pessoas e andar na rua sentindo o carinho de quem o admira. Meu objetivo é levar uma mensagem de força, carinho e apreço. Ele sempre me tratou com muito respeito, e esta é a hora de retribuir.


Coluna Andrei Lara: quando exatamente o senhor entrou com o pedido e qual é a sua expectativa sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes?

Renato Araújo: Entrei com o pedido em 5 de agosto. Espero que o ministro conceda. Não exerço cargo de mandato e nunca interferi, nem interferiria, em um processo judicial como o que o ex-presidente enfrenta.

Coluna Andrei Lara: como e quando começou sua relação pessoal com o ex-presidente?

Renato Araújo: Começou em meados de 2023. Antes disso, já tinha ótima relação com o senador Flávio Bolsonaro, meu amigo. Sempre admirei a gestão do presidente nos quatro anos de mandato: combateu a corrupção, indicou ministros técnicos, fortaleceu as estatais, criou o Pix e buscou um país melhor para todos.

Coluna Andrei Lara: Qual é hoje o seu papel dentro do Partido Liberal em nível municipal e estadual?

Renato Araújo: Sou presidente municipal do PL em Angra e coordenador da Costa Verde.



Coluna Andrei Lara: Como o senhor avalia, de forma institucional, o momento político que envolve o ex-presidente?
Renato Araújo: Acredito que o tempo provará sua inocência. O que está acontecendo é uma perseguição para tentar impedir sua participação nas eleições de 2026. Ele não se rendeu ao sistema, e por isso enfrenta tudo isso.