Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
Neste início de campanha eleitoral nacional e estadual, a família Bolsonaro é destaque no Estado do Rio de Janeiro. O ex-presidente exerceu oito mandatos pelo estado e o filho foi deputado estadual e termina agora o mandato de senador, eleito com a credencial de filho e nada mais. Sua passagem pela Assembleia e o Senado se assemelha aos mandatos do pai, de muito discurso e zero de iniciativas concretas pelo Rio.
O maior questionamento vem da ausência de apoio ao Rio ao longo do mandato de Bolsonaro como presidente e a falta de atenção do filho senador em defender causas vitais para a vida do cidadão e ganhos na economia local.
Objetivamente fica difícil justificar os quatro anos em que a capital sofreu com seus acessos rodoviários, com os projetos parados por motivos burocráticos e de falta de vontade política em remover obstáculos. A nova subida da Serra de Petrópolis, por exemplo, com obras adiantadas, só agora vai ter prosseguimento. Nos quatro anos de Bolsonaro, nem uma palha foi movida para dar continuidade a uma obra mais da metade feita. Mas o isolamento não ficou apenas na ligação com o interior, Minas Gerais e Brasília, na BR 040 em seu trecho inicial.
A descida da serra das Araras, na Via Dutra, logo na principal rodovia do país, economicamente importante, foi outra destravada só ano passado. E pelo visto vai dar resultados em breve. E na ligação sul da BR 101, que pedia duplicação na direção de Angra dos Reis, outra obra que só foi licitada no atual governo.
Embora no lado certo no pensar o Brasil, com menos estado e maior liberdade econômica, os méritos do mandato ficam por conta dos ministros eficientes, especialmente Paulo Guedes, Tarcísio de Freitas, Rogério Marinho e Tereza Cristina. Mas não sobrou nada para o Rio. Existe um estoque de pleitos que não foram abordados sequer. Um deles seria concentrar no Rio o setor de câmbio dos bancos oficiais e privados, via uma abertura para contas em outras moedas, como sonhou Roberto Campos, como meio de segurar na cidade a juventude preparada de economistas, muitos com cursos no exterior. Estão todos em São Paulo.
A indicação imperial do filho sem a menor expressão como sucessor revela mais o defensor da família do que o líder político E ainda afrontar – e humilhar – o eleitor catarinense impondo um filho que exerceu 20 anos de mandatos no Rio como vereador, como candidato ao Senado, afastando leais correligionários.
A insegurança pessoal seria a grande marca do carismático líder popular que efetivamente é. Prova está no seu isolamento político, incapaz de alianças, de reconhecer aliados, de ter disputado uma renhida reeleição com um companheiro de chapa sem um voto, que entrou mudo e saiu calado da campanha.
Gilberto Kassab, que sabe fazer política, fez bem em colocar em seu partido três bons nomes do centro democrático, pois o país parece cansado desta polarização, acrescida do desencanto com a referência liberal-conservadora representada pelo trapalhão ex-presidente.
O maior questionamento vem da ausência de apoio ao Rio ao longo do mandato de Bolsonaro como presidente e a falta de atenção do filho senador em defender causas vitais para a vida do cidadão e ganhos na economia local.
Objetivamente fica difícil justificar os quatro anos em que a capital sofreu com seus acessos rodoviários, com os projetos parados por motivos burocráticos e de falta de vontade política em remover obstáculos. A nova subida da Serra de Petrópolis, por exemplo, com obras adiantadas, só agora vai ter prosseguimento. Nos quatro anos de Bolsonaro, nem uma palha foi movida para dar continuidade a uma obra mais da metade feita. Mas o isolamento não ficou apenas na ligação com o interior, Minas Gerais e Brasília, na BR 040 em seu trecho inicial.
A descida da serra das Araras, na Via Dutra, logo na principal rodovia do país, economicamente importante, foi outra destravada só ano passado. E pelo visto vai dar resultados em breve. E na ligação sul da BR 101, que pedia duplicação na direção de Angra dos Reis, outra obra que só foi licitada no atual governo.
Embora no lado certo no pensar o Brasil, com menos estado e maior liberdade econômica, os méritos do mandato ficam por conta dos ministros eficientes, especialmente Paulo Guedes, Tarcísio de Freitas, Rogério Marinho e Tereza Cristina. Mas não sobrou nada para o Rio. Existe um estoque de pleitos que não foram abordados sequer. Um deles seria concentrar no Rio o setor de câmbio dos bancos oficiais e privados, via uma abertura para contas em outras moedas, como sonhou Roberto Campos, como meio de segurar na cidade a juventude preparada de economistas, muitos com cursos no exterior. Estão todos em São Paulo.
A indicação imperial do filho sem a menor expressão como sucessor revela mais o defensor da família do que o líder político E ainda afrontar – e humilhar – o eleitor catarinense impondo um filho que exerceu 20 anos de mandatos no Rio como vereador, como candidato ao Senado, afastando leais correligionários.
A insegurança pessoal seria a grande marca do carismático líder popular que efetivamente é. Prova está no seu isolamento político, incapaz de alianças, de reconhecer aliados, de ter disputado uma renhida reeleição com um companheiro de chapa sem um voto, que entrou mudo e saiu calado da campanha.
Gilberto Kassab, que sabe fazer política, fez bem em colocar em seu partido três bons nomes do centro democrático, pois o país parece cansado desta polarização, acrescida do desencanto com a referência liberal-conservadora representada pelo trapalhão ex-presidente.




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