Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
Terminada a Copa, na qual todos nós demos palpites sobre escalação, desempenho de jogadores, treinadores e até juízes, é natural que nesta fase eleitoral em que ingressamos, por analogia, se comente sobre escalação de ministros, governadores e outras funções públicas de relevo. Salta aos olhos que a queda de qualidade e desempenho não é um fato isolado no futebol, perdemos terreno na vida pública e até mesmo empresarial. O poderoso mercado financeiro é comandado por executivos, praticamente sem a figura do banqueiro ou do empreendedor. Grandes corporações estão sem lideranças.
Mesmo entre leitores atentos, a equipe de ministros dos últimos 30 anos é pouco conhecida. Poucos dariam os nomes de mais de quatro dos atuais 40 ministros.
Não há como fugir da constatação de que nos governos autoritários, entre 64 e 85, o Brasil viu revelada uma seleção de talentos na gestão pública. Eram homens na faixa dos 40 anos, coronéis, na sua maioria, que ajudaram a transformar o Brasil com grandes obras, planejamento e correção no trato da coisa pública.
Ainda sobrevivem na memória da história homens como os coronéis Jarbas Passarinho, ministro de várias pastas em diferentes governos; Mário Andreazza, o dínamo nos transportes, na habitação e no saneamento, em três governos; Rubem Ludwig, inesquecível ministro da Educação; César Cals, governador do Ceará e ministro de Minas e Energia; Costa Cavalcanti, que, em 64, já era deputado federal, relevante na obra de Itaipu e ministro também em mais de uma pasta e governo; e Haroldo Corrêa de Mattos, responsável pelo formidável avanço nas Comunicações. E zero de suspeições. O tempo mostrou que nenhum deixou fortuna ou filhos que se revelaram talentosos “empresários” ou políticos natos.
Mesmo entre leitores atentos, a equipe de ministros dos últimos 30 anos é pouco conhecida. Poucos dariam os nomes de mais de quatro dos atuais 40 ministros.
Não há como fugir da constatação de que nos governos autoritários, entre 64 e 85, o Brasil viu revelada uma seleção de talentos na gestão pública. Eram homens na faixa dos 40 anos, coronéis, na sua maioria, que ajudaram a transformar o Brasil com grandes obras, planejamento e correção no trato da coisa pública.
Ainda sobrevivem na memória da história homens como os coronéis Jarbas Passarinho, ministro de várias pastas em diferentes governos; Mário Andreazza, o dínamo nos transportes, na habitação e no saneamento, em três governos; Rubem Ludwig, inesquecível ministro da Educação; César Cals, governador do Ceará e ministro de Minas e Energia; Costa Cavalcanti, que, em 64, já era deputado federal, relevante na obra de Itaipu e ministro também em mais de uma pasta e governo; e Haroldo Corrêa de Mattos, responsável pelo formidável avanço nas Comunicações. E zero de suspeições. O tempo mostrou que nenhum deixou fortuna ou filhos que se revelaram talentosos “empresários” ou políticos natos.
O Norte foi premiado com a dedicação e competência do Coronel Jorge Teixeira, benfeitor de Rondônia e Amazonas. Em Manaus foi prefeito e como Oficial da ativa comandou o Colégio Militar. Em Rondônia foi fundador do estado.
Na economia, os militares contaram com o que havia de melhor no país, como Roberto Campos, Octavio Bulhões, Mário Henrique Simonsen, Delfim Netto e Ernane Galvêas.
A qualidade também esteve presente na classe política, bastando lembrar de senadores da dimensão de Magalhães Pinto, Gilberto Marinho, Amaral Peixoto, Dinarte Mariz, Antônio Carlos Magalhães, Filinto Müller e Murilo Badaró, entre outros.
O STF não ficava atrás. Leitão de Abreu, Moreira Alves, Célio Borja, Antônio Neder, Oscar Corrêa e Bilac Pinto são alguns nomes, de reputação ilibada, que passaram pela instituição.
Militares tinham quadros e sabiam selecionar civis pelo mérito. Eram nossos Garrincha, Didi, Pelé, Zagallo, Tostão...
O que aconteceu?
Na economia, os militares contaram com o que havia de melhor no país, como Roberto Campos, Octavio Bulhões, Mário Henrique Simonsen, Delfim Netto e Ernane Galvêas.
A qualidade também esteve presente na classe política, bastando lembrar de senadores da dimensão de Magalhães Pinto, Gilberto Marinho, Amaral Peixoto, Dinarte Mariz, Antônio Carlos Magalhães, Filinto Müller e Murilo Badaró, entre outros.
O STF não ficava atrás. Leitão de Abreu, Moreira Alves, Célio Borja, Antônio Neder, Oscar Corrêa e Bilac Pinto são alguns nomes, de reputação ilibada, que passaram pela instituição.
Militares tinham quadros e sabiam selecionar civis pelo mérito. Eram nossos Garrincha, Didi, Pelé, Zagallo, Tostão...
O que aconteceu?

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