Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
Adhemar de Barros, interventor e depois governador de São Paulo por dois mandatos e prefeito eleito da capital paulista, sempre teve uma ligação muito forte com o Rio de Janeiro. Muito jovem, graduou-se em Medicina na Faculdade Nacional, na Urca, quando formou um grupo de amigos que o acompanhariam o resto da vida e o ajudaram a ser o governante que mais fez pela saúde no Brasil.
JK, eleito presidente, derrotando Adhemar, o chamou para formar a maioria parlamentar através de seu Partido Social Progressista, entregando Ministério da Saúde a dois grandes nomes. Primeiro, Mário Pinotti, sanitarista relevante, sucessor de Oswaldo Cruz, e depois Maurício de Medeiros, membro da Academia Nacional de Medicina.
A ligação com o Rio o fez candidato ao Senado pela então capital da República, em 1950, tendo sofrido uma impugnação grosseira que revelou a dimensão de sua liderança na cidade. Em pouco mais de uma semana, quando não havia televisão nem mídias digitais, elegeu seu suplente, Mozart Lago, que fora constituinte em 34.
Na mesma época, fundou O Dia, jornal que logo se consolidou como o mais popular do Rio, com grande tiragem. O Dia, nos anos 1950, circulava a partir da meia-noite e pela manhã, quando os demais matutinos chegavam às bancas, ele já era o mais vendido. Nos trens e na madrugada do Centro e de Copacabana, era vendido por jornaleiros mirins, treinados na Casa do Pequeno Jornaleiro, fundada por D. Darcy Vargas.
Nas duas vezes em que disputou a Presidência da República – 1955 e 1960 –, Adhemar ganhou na capital da República. Mas o que marcou esse político, relacionado com lideranças internacionais, recebido pelos grandes dos anos 40 e 50, como Salazar e o General Franco, foi, sem dúvida, as grandes obras que deram a São Paulo o impulso para crescer e representar a metade da economia nacional por muito tempo.
Um político com a formação dele – fez doutorado e residência médica na Alemanha e na França – e o acervo de obras é o que falta ao Brasil. Democrata e liberal, acreditava na livre empresa, no empreendedor como mola do progresso, mas aceitava o convívio com socialistas. Teve como prefeito Prestes Maia, bem à esquerda, e trabalharam juntos em grandes projetos para a capital paulista.
JK, eleito presidente, derrotando Adhemar, o chamou para formar a maioria parlamentar através de seu Partido Social Progressista, entregando Ministério da Saúde a dois grandes nomes. Primeiro, Mário Pinotti, sanitarista relevante, sucessor de Oswaldo Cruz, e depois Maurício de Medeiros, membro da Academia Nacional de Medicina.
A ligação com o Rio o fez candidato ao Senado pela então capital da República, em 1950, tendo sofrido uma impugnação grosseira que revelou a dimensão de sua liderança na cidade. Em pouco mais de uma semana, quando não havia televisão nem mídias digitais, elegeu seu suplente, Mozart Lago, que fora constituinte em 34.
Na mesma época, fundou O Dia, jornal que logo se consolidou como o mais popular do Rio, com grande tiragem. O Dia, nos anos 1950, circulava a partir da meia-noite e pela manhã, quando os demais matutinos chegavam às bancas, ele já era o mais vendido. Nos trens e na madrugada do Centro e de Copacabana, era vendido por jornaleiros mirins, treinados na Casa do Pequeno Jornaleiro, fundada por D. Darcy Vargas.
Nas duas vezes em que disputou a Presidência da República – 1955 e 1960 –, Adhemar ganhou na capital da República. Mas o que marcou esse político, relacionado com lideranças internacionais, recebido pelos grandes dos anos 40 e 50, como Salazar e o General Franco, foi, sem dúvida, as grandes obras que deram a São Paulo o impulso para crescer e representar a metade da economia nacional por muito tempo.
Um político com a formação dele – fez doutorado e residência médica na Alemanha e na França – e o acervo de obras é o que falta ao Brasil. Democrata e liberal, acreditava na livre empresa, no empreendedor como mola do progresso, mas aceitava o convívio com socialistas. Teve como prefeito Prestes Maia, bem à esquerda, e trabalharam juntos em grandes projetos para a capital paulista.

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