Arte coluna Bispo Abner 25 janeiro 2026Arte Paulo Márcio

Você já se sentiu cansado?
Não estou me referindo ao cansaço físico provocado pelo trabalho legítimo, mas a um desgaste mais profundo, silencioso e comum: o excesso das cobranças.
Não daquelas que nascem do desejo de crescer e evoluir, mas das que vêm de fora, das expectativas que outras pessoas colocam sobre nós e que, com o tempo, passam a pesar demais.
Muita gente vive tentando corresponder à família, ao ambiente profissional, às tradições, às comparações silenciosas, às expectativas que nem sempre são ditas, mas são sentidas.
O problema começa quando a vida passa a ser guiada pelo olhar dos outros. Nesse ponto, a identidade começa a se perder.
As pessoas seguem caminhando, mas já não sabem exatamente para onde estão indo. Expectativas que não são suas cobram desempenho, mas não oferecem direção. Exigem resultados, mas não respeitam limites. Pedem que você seja algo o tempo todo, sem considerar quem você é ou o que está vivendo.
Isso vai gerando um desgaste profundo: ansiedade, culpa e a sensação constante de que você nunca é suficiente.
Aqui está uma verdade simples e libertadora: é impossível agradar a todos. É impossível corresponder às expectativas alheias. Sempre haverá alguém insatisfeito, mesmo quando você faz o seu melhor. Viver para atender expectativas externas produz muito esforço, pouco avanço e um cansaço que não passa.
Você não precisa seguir toda opinião Nem toda cobrança precisa ser legitimada. Você não é obrigado a carregar o peso de expectativas que não foram feitas por você e que nunca tiveram o seu consentimento. Devolvê-las não é egoísmo; é maturidade.

Pessoas maduras não vivem para corresponder ao olhar dos outros, mas para serem fiéis àquilo que sabem que precisam construir.
Vamos orar:
Senhor, ensina-me a reconhecer o que realmente me pertence e a soltar os pesos que não são meus, para seguir o caminho certo, sem culpa e sem medo. Em nome de Jesus. Amém.