Curso de formação de profissionais para instalação de painéis voltaicos: energia limpa está no roteiro do crescimentoAgência de Notícias da Indústria
O papel do Rio na economia do futuro
Investimentos em energias renováveis e saúde podem ser uma solução para manter a economia sustentável e manter como protagonista na economia nacional.
Na última sexta-feira (29/08), publicamos um artigo sobre a diminuição da população do estado do Rio de Janeiro, que deve ocorrer a partir de 2028, segundo estimativas do IBGE. Alertamos para a necessidade de poder público e iniciativa privada investirem conjuntamente em inovação, tecnologia e qualificação profissional para elevar a produtividade, evitando assim que o estado se torne sustentável pela redução do número de trabalhadores em idade ativa. Hoje continuamos neste raciocínio, apontando alguns caminhos para um futuro sustentável.
Resolvemos analisar dados recentes do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS, na sigla em inglês). Publicada no dia 28 de agosto, uma pesquisa realizada pelo órgão indica os setores que provavelmente terão o maior crescimento na próxima década. Saúde e energias renováveis lideram o ranking.
Embora a análise seja feita com base no mercado norte-americano, ela serve como orientação para economias maduras e em desenvolvimento – que é o caso do Brasil. Da mesma forma, pode ser um roteiro para a economia fluminense, que precisa superar a forte dependência do petróleo, um ativo altamente volátil.
Na próxima década, cita a análise norte-americana, o setor de energia solar deve ter uma expansão de 180,2%, seguido pela energia eólica (81,4%), a geotérmica (41,4%) e outras fontes elétricas (32,9%).
Quando o assunto é energias renováveis, o Rio de Janeiro tem, pode-se dizer assim, a faca e o queijo na mão. Considerado um dos estados mais privilegiados do Brasil para geração de energia solar e eólica, o território fluminense tem vários projetos dessas duas matrizes prontos para sair do papel e se tornarem realidade. A estas, acrescentam-se o hidrogênio verde e o potencial para produção de oleaginosas, utilizadas na produção e biocombustível. O setor de petróleo continuará forte, mas será apenas uma das alternativas econômicas. Mas é hora de tirar os projetos do papel.
Outro segmento com grande crescimento previsto para a próxima década é o setor de serviços para idosos e pessoas com deficiência. O motivo é óbvio: com a população vivendo cada mais vez, profissionais na área de saúde têm um mercado altamente promissor no horizonte. Somente nos EUA, fala-se na geração de 528,5 mil novos empregos. No Brasil, não é difícil imaginar que este número fique em torno de 300 mil profissionais. O avanço no setor, destaca o BLS, é impulsionado pela demanda por cuidados domiciliares, além de consultórios de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e audiologia.
O norte indica caminhos possíveis e viáveis para o Rio de Janeiro. De um lado, o estado precisa diversificar sua economia e reduzir a dependência de um setor sujeito a fortes oscilações, como o petróleo. De outro, deve aproveitar as oportunidades que se apresentam em áreas estratégicas.
Esses caminhos não podem ser trilhados de forma isolada. É fundamental que União, Governo do Estado, municípios e iniciativa privada atuem em sintonia, estabelecendo uma agenda comum que privilegie inovação, pesquisa, qualificação profissional e políticas de longo prazo. O Rio tem condições de manter e até ampliar seu protagonismo no cenário nacional. Mas isso dependerá da capacidade de planejar e agir estrategicamente. Fica a dica.

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