A atriz atuou na novela em 1995Reprodução/Instagram
O assunto entrou em pauta depois que ela reviu uma das cenas mais marcantes da trama, em que a personagem era agredida pelo noivo no dia do próprio casamento e acabava caindo da escada em frente aos convidados. "Eu me lembro do dia em que fiz. Eu tive um ataque no dia porque ele [Marcos Frota] me deu um tapa de verdade e eu saí chorando, falando: 'Não vou gravar essa cena, não estou aqui para levar tapa de ninguém'. Isso era a Claudia falando", lembrou a atriz.
A ex-global lembrou que a personagem foi espancada pelo marido depois que ele descobriu que era traído e, então, declarou: "Eu acho que essa cena não se gravaria hoje de jeito nenhum. Não pode". Claudia Ohana também assistiu à vez em que Isabela era agredida e esfaqueada por Marcelo, personagem do falecido ator José Wilker, e, mais uma vez, criticou a situação. "É muita violenta a cena e eu me lembro de ter medo na hora de gravar. As pessoas adoravam ver isso, adoravam ver a Isabela sendo espancada, sendo esfaqueada", lembrou ela.
Na época em que as imagens foram exibidas, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, ligado ao Ministério da Justiça, se reuniu para fazer uma análise cuidadosa das cenas e, então, encaminhou um protesto formal à TV Globo. "Os meios de comunicação têm o dever de lutar contra todo tipo de violência. 'A Próxima Vítima' fez o oposto. Estimulou um comportamento bastante arraigado na cultura brasileira: o de que o macho só limpa sua honra com sangue", a presidente da instituição, Rosiska Darcy de Oliveira, disse ao jornal Folha de S. Paulo na ocasião.

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