O crime do ex-atleta contra a mãe do filho foi cometido em 2010Reprodução/Instagram
Segundo o ex-atleta, os impactos do crime cometido em 2010 foram determinantes para sua escolha de abandonar o futebol profissional após deixar a cadeia. “Eu cumpri a minha pena de dez anos no regime fechado. E tem seis que saí, estou na rua e tentando recomeçar”, iniciou.
Ele ainda contou que tentou retornar ao campo, mas não conseguiu retomar sua carreira como goleiro. “Percebi que eu não conseguia voltar para a minha profissão, dar continuidade. Eu tive que procurar outras coisas para poder fazer e conseguir trabalhar. Hoje mesmo já estou trabalhando”, disse ele, que passou por clubes como Boa Esperança, Atlético Carioca, Poços de Caldas e Rio Branco. “E atualmente estou muito distante do futebol, já nem assisto mais. Um dos motivos para eu não seguir carreira era estar refletindo diretamente nos meus filhos. Até quando essas crianças vão pagar esse preço, que é meu? Fui eu quem fiz isso no passado, eles não merecem isso. Então, quis preservá-los. Acho covardia. Não é comigo, estou falando dessas crianças.”
Bruno tem cinco filhos. Do primeiro casamento com Dayanne Rodrigues, nasceram Bruna Vitória, de 18 anos, e Maria Eduarda, de 17. Bruninho, de 15, é filho da relação com Eliza Samudio. Já com Ingrid Calheiros, sua atual esposa desde 2017, ele teve Isabela, de 7 anos, e a filha mais nova, Isadora.
Durante a conversa, ele também relatou que tentou se reaproximar de Bruninho, que nasceu pouco antes do crime e atualmente segue os passos do pai como goleiro nas categorias de base do Botafogo. Bruno comentou que, inclusive, o filho foi convidado a conhecer as irmãs. “A Bruna, minha filha mais velha, tem muita vontade de conhecê-lo”, contou.
“Um dia a vida vai deixar a gente frente a frente. Esse é o maior desafio da minha vida. Vai ter uma situação complicada, mas eu estou preparado pra explicar para ele e dar alguma satisfação. Acho que a única pessoa no mundo que devo alguma satisfação se chama Bruninho”, acrescentou.
Apesar das tentativas, ele diz que a aproximação sofreu interferências da mãe de Eliza, Sônia Moura, que teria impedido o contato. Bruno também rebateu as acusações feitas por sua ex-sogra em relação ao não pagamento de pensão alimentícia. Segundo ela, ele teria deixado de pagar cerca de R$ 90 mil referentes a três anos de pensão, o que Bruno nega. “Me pedem um absurdo de pensão. (Como) vou pagar R$ 100 mil, R$ 200 mil, R$ 300 mil? Minha realidade hoje é outra. Inclusive já foi feito o pedido de redução. Tenho que pagar o que é justo, o que eu consigo. Se eu ganho dois salários mínimos, como vou pagar dois salários mínimos de pensão?”

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