Leo Lins foi condenado a oito anos e três meses de prisão Reprodução
A coluna Daniel Nascimento descobriu, com exclusividade, que Lins entrou com um processo contra uma jornalista e também contra outros veículos de comunicação que reproduziram o conteúdo da matéria original feita por ela, a qual descrevia piadas contadas por ele em um show recente em São Paulo, no dia 19 de junho. Na visão do humorista, isso configura violação de direitos autorais.
Segundo a petição, a reportagem expôs "de forma desautorizada e quase integral" trechos do espetáculo, que seria inédito e de acesso restrito ao público pagante. A ação afirma que o conteúdo foi divulgado mesmo após a assessoria do artista ter proibido expressamente a reprodução das piadas.
Mas Léo não quer só uma retratação. Ele quer uma compensação financeira e censura preventiva: pede uma indenização de R$ 50 mil por danos morais, a retirada imediata das reportagens do ar, inclusive das redes sociais, e ainda solicita ao juiz que imponha uma multa diária de R$ 5 mil caso os veículos não cumpram a decisão.
Ou seja: não basta não rir. Tem que apagar.
A justificativa apresentada pelos advogados do comediante é que a publicação fora do ambiente teatral descontextualiza as piadas, tira a força do show ao revelar previamente o conteúdo e ainda pode fomentar novos ataques contra ele, justo num momento em que Léo já enfrenta grande repercussão negativa devido à sua condenação judicial.

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