Mano Brown e Camila PitangaReprodução/Instagram
Durante a conversa, a ex-global fez questão de corrigi-lo rapidamente. "Você é mulher mulata? Posso usar esse termo ou não?", indagou ele. "Negra", afirmou Camila. "Você sabe que a gente é lido como pardo, certo?", questionou o artista, tentando explicar seu ponto de vista. Apesar disso, a famosa rebateu: "Tudo bem, mas eu não me chamo de parda", frisou ela.
O intérprete da música "Negro Drama" voltou a tentar explicar seu raciocínio, citando a forma como a sociedade enxerga todos eles. "Eu também não, mas mulato eu sou e eu entendo como a gente é lido. Não adianta eu querer ser o blue [retinto], as pessoas me leem como o brown [negro de pele clara]. Certo? E na vida é assim: o mais escuro é o mais escuro, a gente é mais claro, porque a gente teve mistura e tal. E você é lida dessa forma. Eu já vi debates sobre a sua raça e sobre a minha. Sim. Se você é negra ou não. Então, por isso que eu te pergunto: a visão, a forma como ele [Antonio Pitanga, pai dela] é visto, é diferente de você. Certo?", disse ele.
Apesar disso, Camila deixou claro que não se importa com a forma como as pessoas a enxergam. "Mas uma coisa é como me veem e como eu me vejo", rebateu. "Como você se vê, Camila?", questionou Mano Brown. "Como uma mulher negra em movimento. A questão é que, tendo esse baobá do meu lado, tendo Benedita da Silva como também parte da minha ancestralidade, sendo filha de Vera Manhães, tendo essa ancestralidade forte e muito clara no meu horizonte, na minha raiz, eu sei que a gente, quando sabe de si, se coloca com força para o mundo. E isso tem, isso, você não precisa do outro para se reconhecer, se validar", respondeu ela.

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