Andressa UrachReprodução/Instagram

No início desta semana, foi divulgada a decisão da Justiça desfavorável à criadora de conteúdo adulto Andressa Urach, que processou a Igreja Universal do Reino de Deus alegando estelionato da fé. Na ação, a ex-Fazenda pedia a devolução do valor de R$ 2 milhões, doados na época em que ela ainda era uma das frequentadoras do templo religioso.

Diante da decisão, na última terça-feira (26), a ex-Miss Bumbum usou as redes sociais para se pronunciar sobre o assunto e fez questão de mostrar que discordava da juíza responsável pelo caso. "Eu sei que muitas pessoas estão acompanhando o meu processo e eu quero deixar algumas coisas bem claras, tá? Primeiro, a troca de juízes. O que mais me chamou atenção foi que, no meu caso, já passou por vários juízes diferentes e eu não acho justo que a juíza que não acompanhou a audiência seja quem dê a decisão. Quem estava lá sabe muito melhor o que aconteceu", introduziu ela.

"Outra coisa: eu levei testemunhas e tive prejuízo. Também quero lembrar que eu levei uma testemunha que afirmou o quanto eu tive de prejuízo, e isso não pode ser simplesmente ignorado no meu processo. Sobre as doações, tá? Outra coisa importante. Essas doações que eu fiz não tiveram nenhum documento oficial e, mesmo assim, isso não foi levado em conta. Cadê a justiça nesse país?", questionou Andressa.

Em seguida, Urach fez questão de apresentar novas acusações contra a instituição religiosa. "Sobre dar voz às pessoas, tá? Eu sei que não sou a única que passou por isso e olha quantos anos isso acontece. Eu dou voz para milhares de pessoas que também foram enganadas por essas instituições. Isso tem nome: estelionato da fé. E eu não vou me calar em relação a isso. Eu consegui me reerguer, [mas] e as pessoas que se mataram após doarem tudo? Olha, eu vou recorrer por tudo isso. Vou continuar recorrendo, vou lutar até o fim, porque todos sabem o que eu passei, tá aprovado, e eu não vou desistir", garantiu ela.

A ex-Miss Bumbum finalizou a postagem expondo um de seus desejos: "Essa luta não é só minha, mas também de tantas outras pessoas que já passaram pela mesma coisa que eu passei. Eu sou corajosa e vou até o fim; enfrento quem for, porque luto pela justiça. E eu espero de verdade que existam deputados que criem leis para proteger pessoas como eu, que são enganadas pelo estelionato da fé", disse.

Com a repercussão da decisão judicial, a Igreja Universal enviou uma nota à imprensa, desmentindo as acusações da influenciadora digital. "A Justiça gaúcha considerou improcedente a demanda de Andressa Urach contra a Igreja Universal do Reino de Deus na ação que pedia anulação de doações feitas à Igreja. O julgamento do processo realizado no último dia 11 de agosto, na 13ª Vara Cível de Porto Alegre, favorável à Universal, reconheceu que Urach não foi coagida em momento algum, ao contrário, o fez voluntariamente, de forma consciente e convicta à fé e à doutrina que participava de forma ativa. 'O conjunto probatório produzido nos autos, em especial a prova oral colhida em audiência de instrução e julgamento (evento 245), não oferece suporte fático à tese da autora. Pelo contrário, o que se extrai dos depoimentos é a ausência de qualquer ato concreto de ameaça ou pressão individualizada que possa ser enquadrado como coação'", introduziu.

"Ainda na decisão, a juíza Karen Rick Danilevicz Bertoncello destacou a existência de 'elementos que demonstram uma adesão voluntária e refletida, e não uma submissão cega e coagida'. Destacou também que 'os depoimentos corroboram a percepção de que a autora sempre deteve pleno discernimento sobre seus atos e agia conforme seus próprios interesses e convicções do momento'. Na sentença consta que ficou comprovado que Andressa não ficou na miséria, como alegou para a autoridade judiciária, o que causou consequências para o uso da justiça gratuita por parte da atriz, que agora, para entrar com recurso à decisão, terá de pagar pelo serviço. No processo, Urach optou por não colocar nos autos as declarações de imposto de renda ou qualquer outro documento que comprovasse a alegada ruína financeira", continuou o pronunciamento.

A instituição religiosa finalizou a nota frisando que não cometeu nenhum ato ilegal. "Vale ressaltar que a Igreja Universal preza pela doação livre e voluntária de recursos para o sustento da obra missionária e trabalho social no Brasil e em mais 149 países. Fundamento que também foi reconhecido na sentença: 'não restou demonstrada nos autos qualquer conduta ilícita por parte da Igreja Universal do Reino de Deus. As doações foram atos de liberalidade praticados por agente capaz, com objeto lícito e forma não defesa em lei, sem a comprovação de qualquer vício de consentimento que pudesse macular sua validade'."