Padre Omar Guilherme Silva/Divulgação
A correção fraterna é uma das expressões mais elevadas do amor. Corrigir alguém não significa julgá-lo ou condená-lo, mas desejar verdadeiramente o seu bem. Quando alguém erra, somos chamados a nos aproximar sem rancor e ajudá-lo a reconhecer sua falta. É um gesto que exige coragem, humildade e, sobretudo, caridade.
Infelizmente, muitas vezes acontece justamente o contrário. Antes de conversarmos com quem errou, comentamos o seu erro com outras pessoas. Assim nasce a fofoca: todos ficam sabendo do que aconteceu, às vezes com riqueza de detalhes, menos aquele com quem realmente deveríamos conversar. A fofoca pode ferir as pessoas e as comunidades, alimentar divisões e sofrimentos e não ajuda ninguém a crescer.
No Evangelho deste domingo, Jesus nos apresenta o caminho: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo”. É a delicadeza do encontro pessoal. Em vez de expor, acolher; em vez de comentar pelas costas, falar com lealdade e gentileza.
E se essa conversa não for suficiente? Jesus orienta a buscar o auxílio de uma ou duas pessoas. Não para formar um grupo que acusa ou comenta o erro, mas para ampliar a possibilidade de diálogo e reconciliação. A correção fraterna nunca pode se transformar em condenação.
Por isso, diante das falhas dos outros, também precisamos olhar para nós mesmos. Como reagimos quando alguém erra conosco? Guardamos ressentimento? Transformamos a situação em assunto para outras conversas? Ou temos a coragem de procurar aquela pessoa e falar com sinceridade e caridade? Somos capazes de rezar por quem nos feriu?
A correção fraterna nos convida a trocar o dedo apontado pelos braços abertos.

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