Festa no Studio RJ traz o funk não-proibidão

Comandada pelos DJs Rebechi e Renato Almeida, 'O Baile Todo' foca no lado alegre do estilo musical

Por tabata.uchoa

Rio - Que o funk veio para ficar, ninguém duvida. Os DJs Rodrigo Rebechi e Renato Almeida acreditam piamente nisso, e acreditam também que o gênero musical mais carioca de todos não precisa se prender aos proibidões que balançam os bailes. Hoje, na festa 'O Baile Todo', que senta praça no Studio RJ à meia noite (após o show do bloco Thriller Elétrico), eles focam no funk que todos podem escutar - de crianças a pessoas mais velhas que ainda não foram seduzidas pelos batidões.

DJs Renato Almeida e Rebechi comandam a festa 'O Baile Todo'Divulgação


"O funk é muito rotulado, tido como 'uma música para favelados' e não é assim. É um estilo que tem, realmente, um berço social menos favorável. Mas tem uma batida que contagia todo mundo. A ideia da festa é mostrar o funk como grande movimento cultural, mas sem apologias sexuais, violentas ou preconceituosas", relata Rebechi. "Pegamos boa parte dos funks antigos, além daquelas montagens e do freestyle, o bom e velho funk melody. Passamos pelo começo dos anos 2000, pegando Bonde do Tigrão, Bonde do Vinho. E chegamos em Naldo, Anitta, Koringa e afins. Tem muita, mas muita música no funk sem ter teor proibido, de baixo calão ou de incitação à violência".

Assuntos como drogas, sexo explícito, ataques à polícia e facções criminosas ficam de fora - o lado mais festeiro do funk, de clássicos melódicos dos anos 90 ao som que entrou definitivamente pra a moda na nova era é o que está no set. "Mas tem funks de duplo sentido que entrram lá. O 'Cerol na mão' do Bonde do Tigrão não tem nada de explícito, é de duplo sentido. O povo curte", alegra-se Rebechi.

O funk é agora uma música de todos, sem distinção de classe social, como o DJ faz questão de lembrar. "A festa agrada todas as classes. Há negociações para levar a festa para zona norte, região dos lagos, serrana e até outros estados, como Minas e São Paulo", conta.

Antes da festa, tem o bloco Thriller Elétrico, que traz o repertório do rei do pop Michael Jackson para o universo dos ritmos brasileiros - músicas como 'Billie Jean', 'Thriller', 'Bad' e 'Don’t Stop ‘Til You Get Enough' transformam-se em alegres sambas, funks, marchinhas e cirandas.

Serviço:

Studio RJ. Av. Vieira Souto, 110, 1º andar, Ipanema (2523-1204). Sexta (11), às 22h (show) e 0h (festa). R$ 40 (inteira) e R$ 60 (festa). 18 anos.

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