
Rio - Nesta quinta-feira, Ludmilla apresenta seu novo single. E volta numa versão diferente da provocante que costumamos ver por aí, como quando cantou os sucessos ‘DinDinDin’ e ‘Jogando Sujo’ este ano. Em ‘Clichê’, que conta com a participação do sertanejo Felipe Araújo, ela mostra um lado mais romântico.
“Essa música tem um ritmo muito mais calmo, é bem diferente do que lancei. É uma música que fiz há algum tempo, e senti que agora era o momento certo para lançar”, conta a cantora. “Fazer uma parceria com o Felipe também era algo que estava para acontecer, mas a gente não tinha achado o som certo ainda. Quero trazer uma outra vibe com essa música, que além de ser diferente da dos últimos lançamentos, vai explorar mais a minha voz”.
A artista também se prepara para lançar seu primeiro DVD, em 2019, e adianta que outra poderosa estará nele. “Uma das parcerias nesse projeto será a Anitta. Não posso revelar muito ainda, porque tem muita coisa para acertar. Mas posso adiantar que as pessoas vão ver um outro lado musical meu, estou trazendo parcerias incríveis e músicas inéditas, além dos hits, que vão surpreender a todos”, garante.
CRESCIMENTO
Com apenas 23 anos, a cantora de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, vem se mantendo como um dos destaques de sua geração no pop/funk. E já identifica 2018 como um ano especial na sua trajetória intensa em sete anos de carreira. Este ano foram lançados cinco hits: ‘DinDinDin’, ‘Batom’, ‘Jogando Sujo’, ‘Não Encosta’ e a fresquinha ‘Clichê’. Além disso, ela foi indicada pela primeira vez ao MTV Europe Music Awards (EMA’s) e vai estar no Women’s Music Event (WME), concorrendo por melhor videoclipe com ‘Cheguei’, em dezembro.
“Foi um ano muito importante na minha carreira! Cresci bastante como profissional e pessoa. Amo muito a minha profissão e este ano pude explorar diversos caminhos pelos quais sempre quis experimentar”, analisa a cantora. “As indicações foram uma confirmação de que eu estou no caminho certo, significa que meu trabalho está atingindo o público”.
LIBERDADE
O que fica em evidência na sua trajetória musical é uma Ludmilla potente na voz para cantar letras empoderadas e que convocam o mulherio à liberdade de escolhas, com o corpo e com o próprio desejo. Isso também é um objetivo quando pensa no que cantar?
“Claro, eu gosto de dizer que é um combo de tudo, da liberdade que tenho para produzir e cantar minhas músicas, que visam também passar mensagens de empoderamento e liberdade. Isso tudo é levado em consideração na hora de levar a minha canção para as pessoas”, afirma ela, esclarecendo: “Nem todas (as músicas) são sobre experiências que passei pessoalmente, mas me relaciono de certa forma com todas, pois quero passar mensagens através delas”.
Mas Ludmilla confessa que só percebeu a importância de sua trajetória como exemplo de representatividade para outros jovens recentemente.
“Notei que era uma inspiração para algumas meninas e meninos, mas demorou até para que eu notasse esse poder de fala. Hoje, sei da responsabilidade disso. Sempre que posso quero mostrar para quem acompanha a importância de sonhar e de lutar por seus sonhos, por seu espaço, por sua voz e por seus direitos”, conta.
Segundo a cantora, a representatividade é essencial para que as pessoas vejam que é possível chegar “naquele lugar tão sonhado”. “Tenho várias inspirações, de vida e de carreira. De nomes como Nelson Mandela, Zumbi dos Palmares, minha mãe... São tantos nomes que fica difícil citar”, diz.
EXPOSIÇÃO E CONQUISTAS
Atuante nas redes sociais, a Ludmilla gosta de estabelecer uma relação próxima com seu público e deixa claro que, quando não está no palco, gosta de levar uma vida simples e até frequentar lugares públicos. Por conta disso, já esteve no meio de algumas polêmicas. Atualmente, ela tenta contornar esse tipo de situação com humor. Tanto que há poucos dias postou uma foto em seu Instagram em que aparece com uma amiga, esclarecendo que a cena fotografada era uma brincadeira e dizendo que já tinham notícias falsas a respeito. Será que ela já sofreu muito com isso?
“Acho que hoje toda figura pública já foi vítima de fake news. Atualmente, isso é tão recorrente. É triste e preocupante que tenhamos tantas pessoas que prejudicam a comunicação dessa forma, porque nem todo mundo tem meios para esclarecer a falsa notícia”, desabafa a cantora. “Passo por isso rotineiramente, mas hoje busco não deixar que me afete. Quando preciso e sinto que é necessário, falo a respeito e esclareço, até porque as fake news vão muito além de só espalhar a mentira, elas prejudicam a vida das pessoas. Não posso deixar que afetem a minha carreira dessa maneira. A que mais me marcou foi quando falaram sobre minha relação com os meus fãs. Tratei de esclarecer imediatamente porque temos uma relação de amor, carinho e respeito muito forte, e prezo muito por isso”, completa.
OUTRO LADO DA FAMA
O pior da fama é isso? Não poder esquecer que é uma pessoa pública? “É um inconveniente, sim, mas não diria o pior. A fama é uma consequência do que faço, da minha profissão, então estar exposta a todo momento incomoda, mas tento não deixar que prejudique o meu trabalho”, conta.
E tem algo que não saibam sobre você que gostaria que soubessem? “Não porque, no final das contas, as pessoas realmente acreditam no que querem. Eu sempre falo que sou muito tranquila, um bebê mesmo”, diz, rindo, a cantora, que está solteira no momento. “Vai de cada um acreditar”.
E aonde a Ludmilla quer chegar? “Nossa, ainda faltam algumas conquistas, sou movida por isso, todos nós somos, né? Sou muito grata por tudo o que aconteceu comigo nesses últimos anos. Trabalhei duro para conquistar esse espaço em que estou hoje, mas ainda tenho muito para alcançar, quero fazer mais músicas e em diferentes gêneros, me desafiar musicalmente. Em 2019, ainda vou trazer mais parcerias e singles. Vou surpreender tanto quanto surpreendi em 2018. Podem esperar!”, promete.









