Moska faz show explosivo no Imperator

Disco novo do cantor tem uma pegada mais roqueira

Por RICARDO SCHOTT ricardo.schott@odia.com.br

Moska: letras diretas e
Moska: letras diretas e "liberdade do 'yeah' para a criatividade, liberdade e arte", garantida pelo rock -

Rio - Para Moska, um dos piores medos que existem é o que as pessoas têm daquilo que desconhecem - o que explica a existência de tantos ataques, reais ou virtuais. "É o caso da pessoa que ataca a Lei Rouanet, sem conhecê-la. Ou que ataca o pobre sem nunca ter ido a uma favela, que ataca as mulheres por desrespeitá-las. Quem ataca os professores, eu imagino que nunca nem tenha ido a uma escola. O país está muito polarizado, e as pessoas desconhecem o que atacam", conta o cantor, que leva ao Imperator, nesse sábado, às 21h, o show de seu novo disco, 'Beleza e Medo'.

O disco novo tem uma pegada mais roqueira, que surgiu de um pedido do próprio Moska ao produtor, Liminha - com quem já havia trabalhado em 'Locura Total', disco feito em dupla com o argentino Fito Paez.

"Eu queria fazer um disco de pop-rock, para tocar em festival", conta Moska, que estava havia três anos e meio em turnê om 'Violoz', em que tocava sozinho no palco, manuseava vários violões e ainda contava histórias para a plateia. Um esquema teatral que representou um passo diferente, mas que foi deixando nele a saudade de ter uma banda.

"Estou comemorando 25 anos de carreira solo e meu primeiro disco ('Vontade', de 1993) já era um disco roqueiro. Queria que 'Beleza e Medo' fosse um disco de andamento rápido. Tanto que as baladas estão no final, como se fossem faixas bônus", diz, referindo-se a 'Meu Nome É Saudade de Você' e 'Minha Lágrima Salta'. No recheio do álbum, há temas fortes e diretos como 'Nenhum Direito a Menos', feita com Carlos Rennó. E mais parcerias com amigos como Zeca Baleiro e Zélia Duncan (esta, em 'Medo do Medo').

Aliás, se muita gente afirma que o rap tomou a frente do rock na posição de "música de protesto", Moska não está nem aí para isso, e classifica o rock como luta e resistência.

"Ele tem aquela afirmação do 'yeah'. E a gente tem que dizer sim para a criatividade, a liberdade, para a arte. O show está bastante explosivo", conta Moska, que conta, em sua banda, com uma mulher na bateria: é Larissa Conforto, que já tocou em bandas como Ventre e Tipo Uísque. A direção musica é de Rodrigo Suricato, atual vocalista e guitarrista do Barão Vermelho.

NO MÉIER

'Beleza e Medo' já havia sido lançado no Circo Voador. Moska chega agora ao Imperator, no Méier, onde já havia mostrado o show de 'Violoz'. "Já fiz de tudo por lá, na verdade. É um lugar com uma qualidade técnica excelente, de som, de luz. E a Zona Norte é onde está o calor do Rio de Janeiro. Em termos de temperatura e de calor humano, de empatia, de benevolência", alegra-se.

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