'Água é um direito', defende Camila Márdila

Ativista radical em 'Amor de Mãe', atriz diz que o público a vê como "defensora dos direitos do povo"

Por Gabriel Sobreira

Camila Márdila, 
a Amanda de 'Amor 
de Mãe', 
da Globo
Camila Márdila, a Amanda de 'Amor de Mãe', da Globo -

A crise na qualidade da água (com odor e gosto) no Rio de Janeiro tem respingado na personagem Amanda, vivida por Camila Márdila em 'Amor de Mãe', da Globo. "As pessoas me enxergam como a futura salvadora, a heroína ficou muito mais forte, uma defensora dos direitos do povo", diz a atriz, que encarna uma ativista radical na novela de Manuela Dias.

"O público ainda tem uma relação muito leiga da atividade ambiental, ele ainda é blindado na sociedade, nos meios, e quando uma coisa acontece tão direta na vida das pessoas, elas sentem onde bateu. É muito pertinente falar sobre meio ambiente, ainda mais agora aqui no Rio, onde temos o problema da água. Esse assunto é mais urgente, e as ações precisam ser urgentes. Água é um direito", defende Camila, que completa 32 anos nesta sexta.

REVIRAVOLTA

No começo da novela, a personagem terminou o namoro com Danilo (Chay Suede) afirmando que ele não sai da barra da saia da mãe. Mas, na verdade, o foco sempre foi a PWA de Álvaro (Irandhir Santos), já que o pai dela foi contaminado em dutos da empresa e perdeu a saúde. Mas, não bastasse isso, Álvaro descobriu o plano da então secretária e mandou Belizário (Tuca Andrada) matar o pai da moça. Desde então, o desejo de vingança dela só aumentou.

"A Amanda é um ser destemido, tão corajosa, sem limites na relação com o medo, que chega a ultrapassar todas as fronteiras do cuidado. Em comum temos muito essa determinação e senso de justiça, desejo interno, vontade de trabalhar pelo que acredita que é certo, combater o que acredita que é errado", explica.

LINHA DE FRENTE

Contudo, Camila ressalta que a personagem está muito mais na linha de frente do que a própria intérprete. "Como atriz, sou militante, sempre ligada a debates vigentes na sociedade, e brasileira cidadã. Trabalho na micropolítica das relações do dia a dia, do cotidiano. Ela escolheu o ativismo ambiental e tudo ligado a empresa representa o mal, e vai por essa via e fica obcecada. Sou muito mais aberta em diálogo", esclarece.

No capítulo desta segunda-feira, Betina (Isis Valverde) consegue fugir da tentativa de assassinato de Belizário e será socorrida por Amanda, que seguia o capanga. Ao ser questionada se a personagem dela sofrerá algum tipo de represália de Álvaro por impedir que o matador dele cumprisse uma ordem, Camila é direta:

"Podemos esperar que o Álvaro esteja na mira da minha personagem, que está comprometida com a ideia de eliminá-lo. Ela chegou ao ponto que sofreu tantas dores, traumas. A Amanda está mais para o caminho da vingança do que o do ativismo, que ela já abriu mão há algum tempo", frisa.

 

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Camila Márdila, a Amanda de 'Amor de Mãe', da Globo Jorge Bispo/Divulgação
Camila Márdila, a Amanda de 'Amor de Mãe', da Globo Jorge Bispo/Divulgação
Camila Márdila, a Amanda de 'Amor de Mãe', da Globo Jorge Bispo/Divulgação
Camila Márdila, a Amanda de 'Amor de Mãe', da Globo Jorge Bispo/Divulgação

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