'Eu, como branca e loira, também sofro preconceito', dispara Kelly Key

Cantora falou sobre carreira, vida amorosa, preconceito e homofobia na sessão '20 perguntas da Playboy'

Por daniela.lima

Kelly na 'Playboy' de marçoAndré Valentim/ Revista Playboy

Rio - Kelly Key está na edição de março da "Playboy", mas não se trata de um novo ensaio. Ao contrário de 2002, quando a cantora foi capa da publicação masculina, desta vez ela aparece despida apenas de preconceitos e sem papas na língua na sessão "20 perguntas da Playboy". No bate-papo ela contou que que não vê problema em ser cantada na rua e disse ainda que isso levanta seu ego. A cantora falou também sobre preconceito e afirmou que ela também é vítima disso.

"Todo mundo quer se sentir bem, quer se sentir bonita e desejada. Sou casada há 14 anos e eu poderia estar em um momento péssimo, mas meu marido ainda se interessa por mim e me acha bonita. E isso é o mais difícil, porque ele me vê todos os dias, triste, feliz, irritada. Uma pessoa que me vê na rua só vê o externo, e é bem mais fácil me achar interessante e bonita. Então, quando eu recebo uma cantada dessas do meu marido, dentro de casa, fico mais feliz ainda", disparou.

Ainda na entrevista ela falou sobre homofobia e preconceito. "Todo tipo de preconceito deveria ser crime, independentemente de raça, cor, religião... Vou falar uma coisa, não sei muito bem como vão me interpretar, mas enfim: por que só os negros sofrem preconceito? Eu, como branca e loira, também sofro preconceito. E os homossexuais sofrem agressões físicas, são atacados. Por isso acho que essa criminalização já deveria ter acontecido há muito tempo".

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