Sophie Charlotte: ‘Umas fazem programa por necessidade. Outras, porque gostam’

‘Babilônia’ tem explorado o universo de belas jovens que ganham a vida vendendo sexo, como vai ser o caso de Alice, personagem da atriz

Por daniela.lima

Murilo vai fazer com que Alice saia com outros homensDivulgação

Rio - A profissão mais antiga do mundo está ganhando cada vez mais destaque nas produções da Globo. Depois de Paolla Oliveira ter virado a cabeça do público com a sexy garota de programa Danny Bond, na série ‘Felizes Para Sempre?’, a novela ‘Babilônia’ também tem explorado o universo de belas jovens que ganham a vida vendendo sexo, como vai ser o caso de Sophie Charlotte, no papel de Alice. A prostituição ainda será tema central de ‘Verdades Secretas’, trama que Walcyr Carrasco escreveu para a faixa das 23h, e que terá a estreante Camila Queiroz e Grazi Massafera como prostitutas de luxo.

Nos próximos capítulos da novela das nove, Murilo, o cafetão vivido por Bruno Gagliasso, vai começar a faturar uma grana alta em cima da namorada, Alice (Sophie). “Ele a coloca na vida, a transforma em garota de programa. Ao mesmo tempo, fica num conflito, já que precisa ganhar dinheiro, mas está apaixonado”, explica o ator. O mau-caráter vai substituir sua atual fonte de renda, Helô (Carla Salle) pela menina recém-chegada de Dubai. “A Helô, que é a número 1 dele, perde o posto quando a Alice chega”, diz.

Gagliasso não faz juízo de valor das prostitutas da vida real. “Umas fazem programa por necessidade. Outras, porque gostam. Não dá para julgar isso”, comenta. “Eu não tenho que concordar ou discordar. Não sou moralista. Cada um faz com seu corpo o que bem entender. Eu sou contra a exploração sexual”, deixa claro.

Antes de começar a gravar, ele passava de oito a dez horas por dia estudando o personagem, mas sem ter que ir a campo. Segundo o ator, ao contrário de alguns colegas, que optam por esse tipo de laboratório, ele não visitou prostíbulos nem conversou com garotas de programa: “Não precisei cheirar cocaína para fazer um drogado nem me internar em um manicômio para fazer um maluco... É só estudar.”
Para quem ainda tem fresca na memória a imagem do ator na pele do serial killer Edu de ‘Dupla Identidade’, Bruno esclarece que não há semelhança: “Existem vários tipos de mau-caráter, mas o psicopata não se compara. É outro tipo de conquista, de abordagem das mulheres. O Murilo não se comporta como o Edu, não tem a voz dele. São completamente diferentes. Quando o Dennis (Carvalho, diretor) me convidou para a novela, eu não podia dizer ‘não’. É um papel enriquecedor para qualquer ator.”

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