Thaila Ayala relembra infância humilde durante leilão beneficente

Atriz esbanjou simpatia ao assumir o papel de madrinha do projeto Cidades Invisíveis

Por iG

Famosos comparecem ao leilão beneficente promovido por Luis Maluf
Famosos comparecem ao leilão beneficente promovido por Luis Maluf -

São Paulo - Toda em vermelho em um visual impecável, Thaila Ayala esbanjava simpatia na noite desta quinta-feira (28), no bairro de Pinheiros, em São Paulo, quando assumiu o papel de madrinha do projeto Cidades Invisíveis. Ela conduziu um leilão beneficente de quadros pintados por artistas nacionais e internacionais, visando auxiliar crianças carentes de comunidades de Santa Catarina. 

Entre amigos e convidados, junto ao anfitrião e curador, Luis Maluf, o projeto arrecadou R$ 110 mil com a venda de obras, entre elas Mika, o retrato de um garoto da comunidade auxiliada, de Vinicius Parisi, arrematado por R$ 20 mil.

Na ocasião, Thaila Alaya parou para conversar com o iG, numa entrevista exclusiva, em que diz não ter um passado tão diferente dos garotos auxiliados pelo projeto, após uma infância de dificuldades marcada pelos esforços de sua mãe, Maria Eunice Ayala, que, por anos, trabalhou como empregada doméstica para criar a filha.

A atriz, recém-casada com o também ator Renato Góes, fala sobre os planos de gravidez, a carreira e os projetos no cinema para 2020. Confira:

Como é ser madrinha de um projeto como esse? Qual o seu envolvimento?

Eu fui fazer um trabalho em 2015 em Florianópolis (SC) e o Samuel (Schmidt), que é o idealizador do projeto, foi até o evento me apresentar e desde então eu participo. Eu realmente tenho várias ações e me envolvo com vários projetos sociais, tenho meu bazar, que faço há oito anos. Mas acho que o “Cidades Invisíveis” é realmente o que eu participo mais efetivamente.

Eu já criei várias ações com eles e já participei de várias deles. Já levei teatro para a comunidade, cinema, consegui construir duas casas com eles. O leilão surgiu ano passado por que o Maluf apoiou, sem ele não aconteceria, e eu conheço realmente o projeto, que surgiu na Frei Damião, que é a comunidade mais pobre do sul do Brasil.

Você pensar numa comunidade carente como ela é em Florianópolis, que é um lugar rico, você não imagina ver tanta pobreza. Então é por isso o nome “Cidades Invisíveis”, porque é invisível perante uma cidade tão diferente. Queremos seguir com o leilão, pois metade da verba que o projeto usou o ano inteiro foi do leilão.

Visibilidade faz parte da sua carreira. Como é fazer essas pessoas e esses problemas comecem a ver a luz?

Pouca gente sabe da minha história, mas eu vim da roça, minha mãe foi empregada doméstica a vida inteira. Eu comecei a trabalhar de babá aos 13 anos para ajudar em casa. Minhas irmãs, que eram um pouco mais velhas, já trabalhavam fazendo faxina fora. Ninguém na minha família tem estudo, eu larguei a escola na oitava série, depois completei com supletivo.


Você já foi invisível?

É. Já vi minha mãe chorar sem saber se pagava a conta da água ou da luz, por que teria que cortar uma das duas. Então acho que vem daí a minha vontade de usar minha voz, o poder que eu tenho de imagem e de voz para realmente ajudar o próximo.

Quais são seus planos para 2020?

Eu tenho dois filmes para estrear. O “Lamento”, em março, e “O Garoto”.

Em “Lamento” você vive uma garota de programa. Como foi viver essa realidade? Como foi sua imersão para o papel?

Eu já levei bronca do diretor por dar spoiler, porque ela é e não é uma garota de programa, não vou dizer mais do que isso. O que eu posso dizer é que a minha criação dessa personagem não foi baseado na profissão dela, e sim nas dores que existiam na submissão. Mas foi um mergulho muito legal, estou muito feliz com esse trabalho.

E trabalhos na TV? Quando vamos poder te ver?

Por enquanto não sei.

E a vida de recém-casada, como está?

Cara, deliciosa. Muito bom, uma paz que o casamento traz. A relação a dois é a base de troca, abrir mão daqui e de lá. O casamento, para mim, veio muito no sossego.


Planos de maternidade?

Eu acabei de casar, vamos aproveitar o casamento um pouquinho. A gente quer, mas ainda não tem plano.

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