Data é marcada pelo incentivo à participação do público feminino em setor ocupado majoritariamente por homens Reprodução/internet
Crescemos ouvindo que meninas “não são boas em matemática”, que “engenharia é coisa de menino”, e que programar é algo técnico demais, frio demais, distante da sensibilidade que esperam de nós. Mas a verdade é outra. Nós, mulheres, somos brilhantes nas exatas, criativas na resolução de problemas e visionárias ao imaginar futuros possíveis. O que falta não é capacidade – é incentivo, espaço e representatividade.
Nas salas de aula, nos cursos de ciência da computação e nos escritórios das grandes empresas de tecnologia, a presença feminina ainda é tímida. E isso não acontece por acaso. É fruto de uma construção histórica que afastou as mulheres das ciências, inclusive das digitais. Mas aos poucos essa realidade começa a mudar.
Neste dia 24 de abril, mais do que homenagear as meninas nas TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), é hora de olharmos para o que podemos fazer – como educadoras, mães, amigas, profissionais – para garantir que nenhuma menina desista da tecnologia por se sentir sozinha ou fora do lugar. É hora de apoiar projetos, políticas públicas e iniciativas que promovam inclusão digital com recorte de gênero.
Tecnologia molda o mundo. E o mundo precisa da sensibilidade, da inteligência e da criatividade feminina para ser mais justo, ético e inclusivo.
Se você é uma menina que gosta de tecnologia, este recado é pra você: seu lugar é onde você quiser – inclusive no código, no hardware, nos algoritmos. Você não precisa pedir licença. Chegue com tudo!

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.