O telefone, outrora usado para nos aproximar e facilitar relações, tornou-se, para muitos, fonte de afastamentosDivulgação
Hoje, dentro dos lares, impera um silêncio inquietante. Pais e filhos compartilham o mesmo espaço físico, mas mal se cruzam nos afetos. Mergulhados em mundos virtuais próprios, cada um se isola, ilha rodeada por um mar de distrações. Os momentos de conversa e de riso, presentes no passado, agora se perdem com a passagem displicente dos dedos nas telas, numa eterna busca por algo indefinido. Evoluímos tanto para nos perdermos até de nós?
Esse pequeno aparelho detém o poder de separar mesmo os mais próximos, invadindo as refeições em família, os abraços espontâneos, as conversas que embalavam a noite. Era tão bom, quem viveu gerações passadas sabe, éramos de verdade, olho no olho, movimento, vida, encontros!
Ainda resta a esperança de redirecionar o olhar? De desligar os dispositivos e conectar-se de verdade. Porque nenhuma mensagem urgente, nenhuma notícia efêmera, supera o valor da companhia sincera de quem amamos. O telefone pode ser, sim, uma ponte; só precisamos aprender a não deixá-lo transformar-se em abismo de solidão compartilhada.
"Mais do que máquinas precisamos de humanidade.
Mais do que inteligência precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes a vida será de violência e tudo estará perdido".

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.