Atitude vergonhosa de diretor é repudiada pela organização do eventoReprodução/Instagram
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Imagine a cena: um palco brilhante, mulheres deslumbrantes de todo o mundo e, de repente, uma delas é chamada de “burra”. Em público. Pelo diretor do evento. Foi o que aconteceu com a Miss México, Fátima Bosch. A razão? Uma suposta falha em uma tarefa promocional. Uma desculpa pequena para uma humilhação gigante.
E o que ela fez? O que muitas de nós fomos ensinadas a não fazer. Ela não chorou baixinho, não pediu desculpas, não se encolheu. Ela se levantou. Com a postura de quem carrega uma coroa invisível – a do amor-próprio –, ela olhou nos olhos dele e disse:
“Não sou uma boneca para ser maquilhada, penteada e ter a roupa trocada. Vim aqui para ser a voz de todas as mulheres.”
Naquele momento, Fátima fez mais do que se defender. Ela defendeu a todas nós. E o mais lindo? Ela não ficou sozinha. Em um ato de sororidade que aqueceu nosso coração, quase todas as outras candidatas se levantaram e saíram com ela. Elas nos mostraram que a competição pode até existir, mas a irmandade fala mais alto.
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Essa história nos toca porque ela é um espelho. É o chefe que nos interrompe, o parceiro que diminui nossas conquistas, a voz interna da autocrítica que nos chama de “burra” quando cometemos um erro. É a pressão para sermos sempre perfeitas, agradáveis, silenciosas.
A atitude de Fátima e de suas colegas é um lembrete poderoso de que nosso valor não está à venda. Não é negociável. Ele não depende de um título, de um cargo ou da aprovação de ninguém. O bem-estar que tanto buscamos começa exatamente aí: no momento em que decidimos nos amar o suficiente para traçar uma linha e dizer “daqui você não passa”.
No fim das contas, a vencedora deste concurso, mesmo que não leve a coroa de metal e pedras preciosas, já é a Miss México. A vitória dela não foi sobre beleza, foi sobre bravura. Foi sobre a coragem de ser inteira, autêntica e inegociável em um mundo que, muitas vezes, nos quer pela metade.
Que a gente se inspire nela. Que a gente aprenda a carregar nossa própria coroa de dignidade todos os dias. Porque essa, minha amiga, é a única que ninguém, jamais, poderá tirar de nós.

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